Psi - Psicologia em Fortaleza
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Problemas conjugais
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Problemas Crianças

Fatores ambientais responsáveis pela ansiedade das crianças

Estamos acostumados a associar a ansiedade com a maturidade, como se as palpitações e a sensação de falta de controle do tempo fossem um resultado imediato das responsabilidades da vida adulta. Mas já há crianças sofrendo com esse mal, e não são poucas: a cada 100 crianças e adolescentes com idades entre seis e 16 anos, 12 sofrem de transtorno de ansiedade. E este número vem aumentando, segundo levantamento do Centro de Atendimentos e Pesquisa de Psiquiatria Infantil e da Adolescência.

Só nos últimos 10 anos, o crescimento registrado foi de 60%. “No consultório, esse aumento é nítido. Os fatores ambientais, intimamente ligados ao aparecimento deste tipo de transtorno, estão mais propícios”, relata Jaci Ferfila, psicóloga especialista em diagnóstico de crianças e adolescentes. “Há mais competição, as famílias têm menos atividades”. Por isso os pais devem ficar atentos: atitudes encaradas muitas vezes como manha podem, na verdade, ser sinais de que o filho está sofrendo de ansiedade.

Como diferenciar o pedido simples por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? “A maneira prática de diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento ou não”, relata o estudo “Transtornos de ansiedade”, realizado pelos psiquiatras Ana Regina Castillo, Rogéria Recondo, Fernando Asbahr e Gisele Manfro, e publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, a mais importante do setor.

De acordo com os especialistas, quando o sentimento passa a ser um problema na vida da criança, é hora de procurar ajuda. “É preciso olhar a criança como um todo, o jeito dela interagir, de se relacionar e principalmente de brincar, porque nesse momento ela vai se expressar”, pontua o psiquiatra especializado em crianças e adolescentes Candido Fontan Barros. “É no brincar que ela repete seus conflitos internos”.

Perfil do ansioso - Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem. Agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem são os principais sintomas. “A criança tem preocupações típicas de adulto, medos exagerados e reações exacerbadas ou é tímida a ponto de não conseguir fazer amigos”, descreve Carolina Gouvêa da Costa, psiquiatra do Ambulatório de Ansiedade na Infância e na Adolescência (Ambulância), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Em muitos casos, o próprio corpo dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Mateus, de apenas 11 anos, sempre foi o mais agitado entre os quatro irmãos. Quando entrou no primeiro ano, começou a ter problemas na escola. “Na época, ele não sabia ler. Os colegas de classe, no entanto, já sabiam. Ele se sentiu pressionado, foi ficando nervoso, tinha dores de barriga e de cabeça. A partir dali, fiquei de olho e durante uma semana tive que ajudá-lo com a leitura. Em pouco tempo ele começou a ler e a ansiedade diminuiu”, relata a mãe, Daise Mendes Oliveira. Apesar do apoio, o rendimento de Mateus cai toda vez que as tarefas escolares exigem atenção. “Ele é imediatista, não consegue se concentrar por muito tempo e tem dificuldade em começar e terminar alguma coisa. Geralmente ele para no meio”. Para resolver problemas de matemática, o garoto lê as primeiras linhas e já quer fazer as contas. O resultado vem em notas vermelhas no boletim.

O que os pais podem fazer - Quando os pais notam que algo não vai bem, a recomendação é levar a criança em psiquiatras ou psicólogos especializados nessa faixa etária. O profissional pode avaliar adequadamente a situação. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico. “Assim como com o aparecimento de qualquer sintoma físico procura-se um pediatra, na saúde psicológica o cuidado deve ser o mesmo”, diz Jaci.

Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais também serão envolvidos e orientados sobre como agir. Para Carolina, eles devem estimular os filhos a enfrentar seus medos e reduzir a cobrança. “Mas isso deve ser feito gradativamente, de acordo com a evolução da criança”, diz.

Mateus, por exemplo, frequenta semanalmente o consultório de uma psicóloga para aprender a criar métodos de concentração há um ano e meio. Mas o desafio não é exclusivo da criança. A família e a escola também devem colaborar. “A escola foi comunicada. E eu estabeleço horário e crio rotinas para ele aprender a ter foco e limite de tempo”, conta Daise. Para as demais mães, ela dá a dica: “É importante analisar o filho com imparcialidade e aceitar as limitações dele. Não podemos jogar a culpa no professor, na linha pedagógica e assim por diante. É preciso dar à criança a chance de crescer”.IG - Medicina & Saúde - Edição por Rosa Araújo-


 

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psicologoalencar@hotmail.com



CRIANÇA AGRESSIVA   

Resolva o problema colocando limites - O que fazer quando nosso filho é agressivo? Como colocar limites em crianças, que acham que tudo se resolve no braço nas brigas. Educar filhos não é uma tarefa muito fácil, a personalidade e o ambiente em que vive também influência. Às vezes ele fala mal, grita bate o pé e ficam descontrolado essas cenas são comuns em algumas crianças, e isso não acontece apenas na adolescência, mas sim desde pequenino. Especialistas dizem que a crianças tende a se expressar através da agressividade, algo normal que nasce em cada um.

Temos que conversar impor limite, pois a sociedade nos mostra a violência todos os dias.

E dar limites não significa apenas dizer não há tudo, mas, sim mostrar lhe que algumas reações, não são aceitáveis pela sociedade e tal comportamento negativo impedirá de ter um bom convívio social.

Quando uma criança tem comportamentos considerados negativos como morder, bater, se jogar no chão e outros, as pessoas a sua volta se demonstram incomodadas e, sempre coloca em questão que tipo de educação os pais estão dando.

É super constrangedor por mais que ensinemos as crianças agressivas tem atitudes inaceitáveis, e nós como responsáveis não podemos deixá-la acreditar que é um comportamento normal.

Somos responsáveis então a ver uma atitude inadequada devemos corrigir e isso não é ser ruim, mas sim mostrar lhes que podemos melhorar a cada dia. Eles estão aprendendo e se mostrarmos o que é certo e errado, com certeza ele vai assimilar tudinho.

Diga não sempre que seja necessário e impor regras de rotina diariamente, criança precisa de rotina.

Crianças são os espelhos dos pais, portanto, cuidado com suas atitudes dentro de casa.

Coloque regras diárias como;

- Arrumação dos brinquedos após brincar;

- Horário para dormir;

- Lugares para brincar;

- Horários para se alimentar

- Horário para você e seu filho.

Com as regras as crianças aprenderão a respeitar as decisões dos pais.

E por trás de muita agressividade sempre há algum fator, um motivo e temos que investiga-lo.

Se houver uma mudança de comportamento da criança que até o pouco tempo era calma, e de repente passa a ser agressiva deve-se verificar se não esta acontecendo um problema familiar.

Muitos podem estar imitando os comportamentos dos adultos em casa, famílias que vivem coma rotina da agressividade diariamente. Ou que apenas não conseguem colocar limite em seus filhos. Crianças hiperativas também desenvolvem este comportamento agressivo, neste caso o médico especialista pode indicar o tratamento adequado.

Então fique atenta ao comportamento de seu filho sempre e o ajude a enfrentar esta dificuldade, ele só vai aprender se você ensinar. Um psicólogo poderá ajudar muito.


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DEPRESSÃO INFANTIL 

Sintomas da Depressão Infantil

A Depressão também atinge as nossas crianças, isso mesmo, depressão infantil e os sintomas são inúmeros para identificar a doença, na qual a criança se vê perdida sem saber o que está acontecendo ela perde o interesse pelos estudos, colegas, família e atividades em grupo, fica triste, desinteressada, aborrecida, não gosta de brincar com as demais crianças, enfim ela deixar de socializar com todos que estão ao seu redor.

Os sintomas depressivos em crianças são diferentes das do adulto, ela sente dor na barriga constantemente, dores de cabeça, o seu rendimento escolar cai de forma brusca e o seu comportamento altera muito.

Ela se torna uma criança teimosa, agressiva, passa ater o sono perturbado, passa a ter o humor alterado ora de histeria e ora melancolia, se sente rejeitada, tem sentimentos de culpa, fica sensível demais chora sem motivos e muito das vezes não tem interesse em nada.

E temos que ficar atentos a quaisquer mudanças no comportamento da criança, sempre procurar uma ajuda médica para que o problema se estenda e procurar manter o diálogo sempre, neste caso seu filho ira precisar de sua ajuda e compreensão.

Faça-o se sentir amado e sempre procure saber na escola com a professora, como anda o seu comportamento na escola, se tem amigos, se brinca, socializa com os coleguinhas de classe, enfim tende estar presente em sua vida sempre! As crianças precisam e nossos cuidados e atenção pare um pouco o que está fazendo e lhes de a devida atenção, não é fácil, mas temos obrigação como pais. Procure um psicólogo comportamental se perceber alterações persistentes.

 

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CRIANÇA DESOBEDIENTE      

FILHO DESOBEDIENTE (algumas formas de perceber)

 

É possível que você se queixe com frequência de que seu filho seja desobediente se:

•          Ele não lhe escuta quando você pede algo.

•          Não quer se deitar.

•          Briga continuamente com seus irmãos.

•          Responde mal.

•          Não estuda na hora conveniente.

•          Não arruma seu quarto.

•          Discute quando lhe encarregam de algo.

Poderíamos afirmar que seu filho atua de forma desobediente quando:

•          Ele se nega a iniciar ou completar uma ordem em um prazo determinado de tempo.

•          Se nega a interromper uma conduta quando você lhe pede.

•          Não respeita uma norma ou costume estabelecido.

•          Leva a cabo explicitamente aquilo que se proibiu.

Entretanto, também há caso em que, ainda que seu filho cumpra suas ordens, ele não mostra sinais de obediência. Como, por exemplo, quando:

•          Cumpre com suas exigências de forma rotineira, mas não se estabelece a fazer bem as coisas.

•          Faz estritamente o que se pede aplicando a "lei do mínimo esforço", por exemplo, coloca a roupa no armário mas deixando-a de forma toda enrolada.

•          Obedece resmungando, e com cara feia.

•          Diz que vai cumprir, mas, na realidade, não o faz.

•          Procura todo o tipo de desculpas para não obedecer:

•          Discute com você sobre as ordens e tenta persuadir-lhe para que lhe examine seu cumprimento.

•          Cumpre, mas não o faz a não ser para obter algum benefício ou prêmio material. Por exemplo, arruma seu quarto para que você lhe dê dinheiro.

Se nasce obediente ou se aprende?

Muitos pais lamentam de que seus filhos sejam desobedientes e se perguntam por que saíram assim. Alguns pensam que é questão de sorte e invejam aos filhos de seus parentes ou vizinhos, que são melhores que os seus.

Entretanto, ainda que por temperamento há crianças mais inquietas que outras, hoje está claro que a influência de fatores genéticos ou hereditários é pouco relevante no caso das virtudes humanas.

 


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A OBEDIÊNCIA TAMBÉM SE APRENDE

Seu filho não nasce obediente ou desobediente, mas aprende a sê-lo em função dos estímulos que você lhes dá e de como reage ante seu comportamento. Para que uma criança seja obediente e se comporte de forma adequada há que ensinar-lhe a fazê-lo. Se conhecermos como devemos atuar, a tarefa resulta muito mais fácil.  

Um dos defeitos mais frequentes que se observa hoje em dia nos pais é a escassa exigência e disciplina que exercem com os filhos. Muitos pais hoje pecam  excessivamente por sermos brandos com os filhos quando:

•          Perdoamos os castigos que lhes damos.

•          Permitimos que não cumpram com aquilo que lhes pedimos.

•          Deixamos que acabem saindo-se com uma das suas.

•          Não lhes responsabilizamos pelas tarefa do lar.

•          Não lhes exigimos no estudo.

Como consequência de tudo isso, o sentido da obediência vai se deteriorando.

Não colocamos em dúvida a boa vontade dos pais, nem que fazem todo o possível para educar adequadamente. O problema está em que ninguém nos ensinou como devemos tratar ou educar aos filhos. Parece que se pensa que educar é uma ciência infusa que não requer aprendizagem.

OS PAIS DEVEM APRENDER A EDUCAR

Nesta vida nos preparamos para tudo: fazemos curso para aprender a dirigir, para aprender a cozinhar e inclusive quando compramos um cão lemos um livro sobre a melhor forma de adestrar lhe. Entretanto com a educação de nossos filhos procedemos ao acaso. E ao não ter confiança em como devemos atuar nos resulta difícil adotar decisões e exercer a autoridade com nossos filhos.

Além disso, nos últimos anos esteve muito difundida a ideia de que para que os filhos sejam felizes, não devemos reprimir lhes, mas que devemos deixar-lhes que se desenvolvam com espontaneidade e liberdade. No entanto:

 


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A DISCIPLINA E AUTORIDADE SÃO NECESSÁRIAS PARA O EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO DA CRIANÇA

Deem-lhe segurança e estabilidade, deem ordem a sua vida e ofereçam-lhe uma imagem de pais firmes e seguros aos quais pode tomar como modelos. Quando os pais se mostram indecisos quanto à forma de tratar a seus filhos, estes o captam e isso afeta a seus próprios sentimentos de segurança e bem estar. Por isso, quando os pais se mostram indecisos oferecem a seus filhos uma fabulosa oportunidade de comportar-se de forma caprichosa e desobediente.

Algum pai, por exemplo, quando seu filho se comporta mau, às vezes reage energicamente, lhe castiga, e inclusive às vezes é possível que recorra aos gritos e inclusive a bater-lhe.

Então, seu filho chora e é possível que lhe acuse de crueldade e lhe faça sentir-se culpado. Quando se sente culpado tenta reconciliar-se de novo com seu filho dando-lhe alguma recompensa para que não chore, e é possível que, quando volte a atuar da mesma forma, jogue a toalha, renuncie e brigue com ele.

Assim quando pede a seu filho que arrume seu quarto e sua roupa, que está toda jogada pelo chão, e ele se faz de surdo, é possível que lhe "dê um ataque de nervos" grite, e dê umas boas "palmadas" pela desobediência. Seu filho começa a chorar e lhe diz que não lhe quer, que vai sair de casa. Você reage recolhendo as coisas para que não chore ou prometendo-lhe alguma recompensa para que se cale. Sem dar-se conta está reforçando seu comportamento desobediente.

Pelo contrário, os pais promovem o sentimento de segurança de seus filhos quando sabem exercer a autoridade. Quando a criança sabe exatamente o que espera dela e conhece os limites e as normas que deve cumprir, quando lhe exige, sempre que esta exigência esteja acompanhada de carinho.

EM UM AMBIENTE DE EXIGÊNCIA, OS FILHOS VIVEM MAIS SEGUROS E FELIZES.

TERESA ARTOLA GONZÁLEZ é doutora em Psicologia pela Universidade Complutense de Madri e Master em Educação Familiar pelo E.I.E.S (Educational Institute of Educational Sciences). Desenvolve um amplo trabalho de pesquisa e docente no campo da Psicologia Infantil e é professora da Escola Universitária Europea da Educação de Fomento de centros de Ensino. É autora de diversas publicações em sua maior parte dedicadas aos problemas de aprendizagem, sua avaliação e tratamento. por Teresa Artola González- Do livro Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 6 a 12 anos

 

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Criança desobediente é sinal de pais omissos - Não adianta gritar ou dar castigos, é preciso ensinar os limites

Eles não escutam uma só palavra que os pais dizem e fazem pouco caso quando o assunto é acatar uma ordem. Convencer algumas crianças a se tornarem obedientes parece uma tarefa impossível, mas fingir que nada está acontecendo pode ser ainda pior já que pode resultar em sérios problemas na infância e na idade adulta da criança.

Conversas, castigos, broncas: tudo isso parece que não faz o menor efeito e deixa os pais desanimados e sem alternativas para minimizar o problema. Mas nada de desespero, com paciência e carinho é possível reverter essa situação. "A obediência é necessária para consolidar a sociabilidade e precisa ser encarada como um aprendizado ético. Ela vai muito além do simples cumprimento de regras. Obedecendo, a criança entende o certo e o errado, mesmo na ausência dos pais", afirma Kátia Teixeira, psicóloga do EDAC Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico /SP. "Para que a obediência seja mesmo conquistada é preciso que os pais se esforcem no equilíbrio entre limite e autoridade".

O limite - O importante é descobrir quando a desobediência está oferecendo riscos para o desenvolvimento das crianças, podendo causar sérios danos na vida adulta do filhote. A desobediência precisa de controle quando a criança não é capaz de compreender uma ordem e quanto ela não respeita as pessoas ao redor. Normalmente, nesses casos elas agem acreditando que podem fazer tudo o que desejam. "O principal problema de uma criança que cresce assim é a dificuldade em lidar com as frustrações na vida adulta, quando os limites se impõem", diz a psicóloga.

Obediência ou a vontade dos pais - É essencial entender que a obediência não significa anular as vontades da criança. "A criança deve ter espaço para se manifestar, sendo respeitada", diz a especialista. Além disso, os pais precisam entender que usar o poder tendo como referencial apenas o seu ponto de vista, sem considerar a opinião da criança, provoca revolta.

Obediência zero - Não adianta perder a paciência. Se a criança não completou um ano de vida, fica mais difícil impor obediência. "No primeiro ano de vida, a criança busca satisfação e tenta fugir do que considera desprazeres. Assim a criança age por impulso instintivo e quer fazer tudo o que vem a sua mente, o que frequentemente aborrece os pais. No entanto, essa impulsividade é necessária para o seu desenvolvimento e, quando reprimida, gera crianças apáticas, sem brilho e com comportamentos rígidos", diz a psicóloga.

Mas não pense que, durante essa idade, os pais devem ficar de mãos atadas. Desde o nascimento é fundamental que se exponha à criança o que é permitido e o que não, com paciência e insistência. Segundo a especialista, nesta idade, não adianta ficar explicando muito. O fundamental é deixar claro que um comportamento é inadequado.

Conquistando obediência e respeito - É importante lembrar que, para conquistar esse respeito, é preciso servir de exemplo para os filhotes. "Os pais são modelos para seus filhos, portanto se os respeitarem já é um ponto de partida para conquistarem sua obediência e respeito. Não podemos esquecer que a maioria dos comportamentos infantis é aprendida pela imitação, portanto é preciso que os pais tenham claro seus valores para transmitirem de maneira coerente para seus filhos", alerta Kátia Teixeira.

Obediência ou medo - Existem pais que se orgulham ao falar que o filho nunca ousou desobedecer a uma regra. Mas, por trás de toda essa obediência, pode estar escondido o medo que a criança sente, e não o respeito que os pais conquistaram. Conseguir separar esses dois sentimentos é essencial para quem deseja garantir qualidade de vida para os pequenos. "A diferença entre respeito e medo é que, no respeito, a criança admira quem a educa, confia nela, e sabe que seus atos representam cuidados que possibilitarão o seu afastamento de situações perigosas. Já o medo significa que existe imposição de ideias e valores nem sempre justificados".

Reeducando - Reeducar é sempre mais trabalhoso, mas possível. Uma criança desobediente indica que ela não aprendeu que deve respeitar os limites. Muitas vezes, aliás, a criança nem conhece os limites. Para corrigir o problema, o primeiro passo deve ser dado pelos pais, reconhecendo a dificuldade e mapeando no que ela consiste. Quando há culpa por ficar muito tempo longe da criança, por exemplo, muitos pais se ressentem na hora de impor autoridade. Mas seu filho precisa compreender que não pode fazer tudo o que quer. Isso evita revoltas e sofrimento diante de frustrações e facilita os relacionamentos.

 

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Fatores ambientais responsáveis pela ansiedade das crianças

Estamos acostumados a associar a ansiedade com a maturidade, como se as palpitações e a sensação de falta de controle do tempo fossem um resultado imediato das responsabilidades da vida adulta. Mas já há crianças sofrendo com esse mal, e não são poucas: a cada 100 crianças e adolescentes com idades entre seis e 16 anos, 12 sofrem de transtorno de ansiedade. E este número vem aumentando, segundo levantamento do Centro de Atendimentos e Pesquisa de Psiquiatria Infantil e da Adolescência.

Só nos últimos 10 anos, o crescimento registrado foi de 60%. “No consultório, esse aumento é nítido. Os fatores ambientais, intimamente ligados ao aparecimento deste tipo de transtorno, estão mais propícios”, relata Jaci Ferfila, psicóloga especialista em diagnóstico de crianças e adolescentes. “Há mais competição, as famílias têm menos atividades”. Por isso os pais devem ficar atentos: atitudes encaradas muitas vezes como manha podem, na verdade, ser sinais de que o filho está sofrendo de ansiedade.

Como diferenciar o pedido simples por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? “A maneira prática de diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento ou não”, relata o estudo “Transtornos de ansiedade”, realizado pelos psiquiatras Ana Regina Castillo, Rogéria Recondo, Fernando Asbahr e Gisele Manfro, e publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, a mais importante do setor.

De acordo com os especialistas, quando o sentimento passa a ser um problema na vida da criança, é hora de procurar ajuda. “É preciso olhar a criança como um todo, o jeito dela interagir, de se relacionar e principalmente de brincar, porque nesse momento ela vai se expressar”, pontua o psiquiatra especializado em crianças e adolescentes Candido Fontan Barros. “É no brincar que ela repete seus conflitos internos”.

Perfil do ansioso - Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem. Agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem são os principais sintomas. “A criança tem preocupações típicas de adulto, medos exagerados e reações exacerbadas ou é tímida a ponto de não conseguir fazer amigos”, descreve Carolina Gouvêa da Costa, psiquiatra do Ambulatório de Ansiedade na Infância e na Adolescência (Ambulância), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Em muitos casos, o próprio corpo dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Mateus, de apenas 11 anos, sempre foi o mais agitado entre os quatro irmãos. Quando entrou no primeiro ano, começou a ter problemas na escola. “Na época, ele não sabia ler. Os colegas de classe, no entanto, já sabiam. Ele se sentiu pressionado, foi ficando nervoso, tinha dores de barriga e de cabeça. A partir dali, fiquei de olho e durante uma semana tive que ajudá-lo com a leitura. Em pouco tempo ele começou a ler e a ansiedade diminuiu”, relata a mãe, Daise Mendes Oliveira. Apesar do apoio, o rendimento de Mateus cai toda vez que as tarefas escolares exigem atenção. “Ele é imediatista, não consegue se concentrar por muito tempo e tem dificuldade em começar e terminar alguma coisa. Geralmente ele para no meio”. Para resolver problemas de matemática, o garoto lê as primeiras linhas e já quer fazer as contas. O resultado vem em notas vermelhas no boletim.

O que os pais podem fazer - Quando os pais notam que algo não vai bem, a recomendação é levar a criança em psiquiatras ou psicólogos especializados nessa faixa etária. O profissional pode avaliar adequadamente a situação. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico. “Assim como com o aparecimento de qualquer sintoma físico procura-se um pediatra, na saúde psicológica o cuidado deve ser o mesmo”, diz Jaci.

Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais também serão envolvidos e orientados sobre como agir. Para Carolina, eles devem estimular os filhos a enfrentar seus medos e reduzir a cobrança. “Mas isso deve ser feito gradativamente, de acordo com a evolução da criança”, diz.

Mateus, por exemplo, frequenta semanalmente o consultório de uma psicóloga para aprender a criar métodos de concentração há um ano e meio. Mas o desafio não é exclusivo da criança. A família e a escola também devem colaborar. “A escola foi comunicada. E eu estabeleço horário e crio rotinas para ele aprender a ter foco e limite de tempo”, conta Daise. Para as demais mães, ela dá a dica: “É importante analisar o filho com imparcialidade e aceitar as limitações dele. Não podemos jogar a culpa no professor, na linha pedagógica e assim por diante. É preciso dar à criança a chance de crescer”.IG - Medicina & Saúde - Edição por Rosa Araújo-

 

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CRIANÇA AGRESSIVA   

Resolva o problema colocando limites - O que fazer quando nosso filho é agressivo? Como colocar limites em crianças, que acham que tudo se resolve no braço nas brigas. Educar filhos não é uma tarefa muito fácil, a personalidade e o ambiente em que vive também influência. Às vezes ele fala mal, grita bate o pé e ficam descontrolado essas cenas são comuns em algumas crianças, e isso não acontece apenas na adolescência, mas sim desde pequenino. Especialistas dizem que a crianças tende a se expressar através da agressividade, algo normal que nasce em cada um.

Temos que conversar impor limite, pois a sociedade nos mostra a violência todos os dias.

E dar limites não significa apenas dizer não há tudo, mas, sim mostrar lhe que algumas reações, não são aceitáveis pela sociedade e tal comportamento negativo impedirá de ter um bom convívio social.

Quando uma criança tem comportamentos considerados negativos como morder, bater, se jogar no chão e outros, as pessoas a sua volta se demonstram incomodadas e, sempre coloca em questão que tipo de educação os pais estão dando.

É super constrangedor por mais que ensinemos as crianças agressivas tem atitudes inaceitáveis, e nós como responsáveis não podemos deixá-la acreditar que é um comportamento normal.

Somos responsáveis então a ver uma atitude inadequada devemos corrigir e isso não é ser ruim, mas sim mostrar lhes que podemos melhorar a cada dia. Eles estão aprendendo e se mostrarmos o que é certo e errado, com certeza ele vai assimilar tudinho.

Diga não sempre que seja necessário e impor regras de rotina diariamente, criança precisa de rotina.

Crianças são os espelhos dos pais, portanto, cuidado com suas atitudes dentro de casa.

Coloque regras diárias como;

- Arrumação dos brinquedos após brincar;

- Horário para dormir;

- Lugares para brincar;

- Horários para se alimentar

- Horário para você e seu filho.

Com as regras as crianças aprenderão a respeitar as decisões dos pais.

E por trás de muita agressividade sempre há algum fator, um motivo e temos que investiga-lo.

Se houver uma mudança de comportamento da criança que até o pouco tempo era calma, e de repente passa a ser agressiva deve-se verificar se não esta acontecendo um problema familiar.

Muitos podem estar imitando os comportamentos dos adultos em casa, famílias que vivem coma rotina da agressividade diariamente. Ou que apenas não conseguem colocar limite em seus filhos. Crianças hiperativas também desenvolvem este comportamento agressivo, neste caso o médico especialista pode indicar o tratamento adequado.

Então fique atenta ao comportamento de seu filho sempre e o ajude a enfrentar esta dificuldade, ele só vai aprender se você ensinar. Um psicólogo poderá ajudar muito.

 

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DEPRESSÃO INFANTIL 

Sintomas da Depressão Infantil

A Depressão também atinge as nossas crianças, isso mesmo, depressão infantil e os sintomas são inúmeros para identificar a doença, na qual a criança se vê perdida sem saber o que está acontecendo ela perde o interesse pelos estudos, colegas, família e atividades em grupo, fica triste, desinteressada, aborrecida, não gosta de brincar com as demais crianças, enfim ela deixar de socializar com todos que estão ao seu redor.

Os sintomas depressivos em crianças são diferentes das do adulto, ela sente dor na barriga constantemente, dores de cabeça, o seu rendimento escolar cai de forma brusca e o seu comportamento altera muito.

Ela se torna uma criança teimosa, agressiva, passa ater o sono perturbado, passa a ter o humor alterado ora de histeria e ora melancolia, se sente rejeitada, tem sentimentos de culpa, fica sensível demais chora sem motivos e muito das vezes não tem interesse em nada.

E temos que ficar atentos a quaisquer mudanças no comportamento da criança, sempre procurar uma ajuda médica para que o problema se estenda e procurar manter o diálogo sempre, neste caso seu filho ira precisar de sua ajuda e compreensão.

Faça-o se sentir amado e sempre procure saber na escola com a professora, como anda o seu comportamento na escola, se tem amigos, se brinca, socializa com os coleguinhas de classe, enfim tende estar presente em sua vida sempre! As crianças precisam e nossos cuidados e atenção pare um pouco o que está fazendo e lhes de a devida atenção, não é fácil, mas temos obrigação como pais. Procure um psicólogo comportamental se perceber alterações persistentes.

 

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CRIANÇA DESOBEDIENTE      

FILHO DESOBEDIENTE (algumas formas de perceber)

 

É possível que você se queixe com frequência de que seu filho seja desobediente se:

          Ele não lhe escuta quando você pede algo.

          Não quer se deitar.

          Briga continuamente com seus irmãos.

          Responde mal.

          Não estuda na hora conveniente.

          Não arruma seu quarto.

          Discute quando lhe encarregam de algo.

Poderíamos afirmar que seu filho atua de forma desobediente quando:

          Ele se nega a iniciar ou completar uma ordem em um prazo determinado de tempo.

          Se nega a interromper uma conduta quando você lhe pede.

          Não respeita uma norma ou costume estabelecido.

          Leva a cabo explicitamente aquilo que se proibiu.

Entretanto, também há caso em que, ainda que seu filho cumpra suas ordens, ele não mostra sinais de obediência. Como, por exemplo, quando:

          Cumpre com suas exigências de forma rotineira, mas não se estabelece a fazer bem as coisas.

          Faz estritamente o que se pede aplicando a "lei do mínimo esforço", por exemplo, coloca a roupa no armário mas deixando-a de forma toda enrolada.

          Obedece resmungando, e com cara feia.

          Diz que vai cumprir, mas, na realidade, não o faz.

          Procura todo o tipo de desculpas para não obedecer:

          Discute com você sobre as ordens e tenta persuadir-lhe para que lhe examine seu cumprimento.

          Cumpre, mas não o faz a não ser para obter algum benefício ou prêmio material. Por exemplo, arruma seu quarto para que você lhe dê dinheiro.

Se nasce obediente ou se aprende?

Muitos pais lamentam de que seus filhos sejam desobedientes e se perguntam por que saíram assim. Alguns pensam que é questão de sorte e invejam aos filhos de seus parentes ou vizinhos, que são melhores que os seus.

Entretanto, ainda que por temperamento há crianças mais inquietas que outras, hoje está claro que a influência de fatores genéticos ou hereditários é pouco relevante no caso das virtudes humanas.

 


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A OBEDIÊNCIA TAMBÉM SE APRENDE

Seu filho não nasce obediente ou desobediente, mas aprende a sê-lo em função dos estímulos que você lhes dá e de como reage ante seu comportamento. Para que uma criança seja obediente e se comporte de forma adequada há que ensinar-lhe a fazê-lo. Se conhecermos como devemos atuar, a tarefa resulta muito mais fácil.  

Um dos defeitos mais frequentes que se observa hoje em dia nos pais é a escassa exigência e disciplina que exercem com os filhos. Muitos pais hoje pecam  excessivamente por sermos brandos com os filhos quando:

          Perdoamos os castigos que lhes damos.

          Permitimos que não cumpram com aquilo que lhes pedimos.

          Deixamos que acabem saindo-se com uma das suas.

          Não lhes responsabilizamos pelas tarefa do lar.

          Não lhes exigimos no estudo.

Como consequência de tudo isso, o sentido da obediência vai se deteriorando.

Não colocamos em dúvida a boa vontade dos pais, nem que fazem todo o possível para educar adequadamente. O problema está em que ninguém nos ensinou como devemos tratar ou educar aos filhos. Parece que se pensa que educar é uma ciência infusa que não requer aprendizagem.

OS PAIS DEVEM APRENDER A EDUCAR

Nesta vida nos preparamos para tudo: fazemos curso para aprender a dirigir, para aprender a cozinhar e inclusive quando compramos um cão lemos um livro sobre a melhor forma de adestrar lhe. Entretanto com a educação de nossos filhos procedemos ao acaso. E ao não ter confiança em como devemos atuar nos resulta difícil adotar decisões e exercer a autoridade com nossos filhos.

Além disso, nos últimos anos esteve muito difundida a ideia de que para que os filhos sejam felizes, não devemos reprimir lhes, mas que devemos deixar-lhes que se desenvolvam com espontaneidade e liberdade. No entanto:

A DISCIPLINA E AUTORIDADE SÃO NECESSÁRIAS PARA O EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO DA CRIANÇA

Deem-lhe segurança e estabilidade, deem ordem a sua vida e ofereçam-lhe uma imagem de pais firmes e seguros aos quais pode tomar como modelos. Quando os pais se mostram indecisos quanto à forma de tratar a seus filhos, estes o captam e isso afeta a seus próprios sentimentos de segurança e bem estar. Por isso, quando os pais se mostram indecisos oferecem a seus filhos uma fabulosa oportunidade de comportar-se de forma caprichosa e desobediente.

Algum pai, por exemplo, quando seu filho se comporta mau, às vezes reage energicamente, lhe castiga, e inclusive às vezes é possível que recorra aos gritos e inclusive a bater-lhe.

Então, seu filho chora e é possível que lhe acuse de crueldade e lhe faça sentir-se culpado. Quando se sente culpado tenta reconciliar-se de novo com seu filho dando-lhe alguma recompensa para que não chore, e é possível que, quando volte a atuar da mesma forma, jogue a toalha, renuncie e brigue com ele.

Assim quando pede a seu filho que arrume seu quarto e sua roupa, que está toda jogada pelo chão, e ele se faz de surdo, é possível que lhe "dê um ataque de nervos" grite, e dê umas boas "palmadas" pela desobediência. Seu filho começa a chorar e lhe diz que não lhe quer, que vai sair de casa. Você reage recolhendo as coisas para que não chore ou prometendo-lhe alguma recompensa para que se cale. Sem dar-se conta está reforçando seu comportamento desobediente.

Pelo contrário, os pais promovem o sentimento de segurança de seus filhos quando sabem exercer a autoridade. Quando a criança sabe exatamente o que espera dela e conhece os limites e as normas que deve cumprir, quando lhe exige, sempre que esta exigência esteja acompanhada de carinho.

EM UM AMBIENTE DE EXIGÊNCIA, OS FILHOS VIVEM MAIS SEGUROS E FELIZES.

TERESA ARTOLA GONZÁLEZ é doutora em Psicologia pela Universidade Complutense de Madri e Master em Educação Familiar pelo E.I.E.S (Educational Institute of Educational Sciences). Desenvolve um amplo trabalho de pesquisa e docente no campo da Psicologia Infantil e é professora da Escola Universitária Europea da Educação de Fomento de centros de Ensino. É autora de diversas publicações em sua maior parte dedicadas aos problemas de aprendizagem, sua avaliação e tratamento. por Teresa Artola González- Do livro Como resolver situações cotidianas de seus filhos de 6 a 12 anos

 

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Criança desobediente é sinal de pais omissos - Não adianta gritar ou dar castigos, é preciso ensinar os limites

Eles não escutam uma só palavra que os pais dizem e fazem pouco caso quando o assunto é acatar uma ordem. Convencer algumas crianças a se tornarem obedientes parece uma tarefa impossível, mas fingir que nada está acontecendo pode ser ainda pior já que pode resultar em sérios problemas na infância e na idade adulta da criança.

Conversas, castigos, broncas: tudo isso parece que não faz o menor efeito e deixa os pais desanimados e sem alternativas para minimizar o problema. Mas nada de desespero, com paciência e carinho é possível reverter essa situação. "A obediência é necessária para consolidar a sociabilidade e precisa ser encarada como um aprendizado ético. Ela vai muito além do simples cumprimento de regras. Obedecendo, a criança entende o certo e o errado, mesmo na ausência dos pais", afirma Kátia Teixeira, psicóloga do EDAC Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico /SP. "Para que a obediência seja mesmo conquistada é preciso que os pais se esforcem no equilíbrio entre limite e autoridade".

O limite - O importante é descobrir quando a desobediência está oferecendo riscos para o desenvolvimento das crianças, podendo causar sérios danos na vida adulta do filhote. A desobediência precisa de controle quando a criança não é capaz de compreender uma ordem e quanto ela não respeita as pessoas ao redor. Normalmente, nesses casos elas agem acreditando que podem fazer tudo o que desejam. "O principal problema de uma criança que cresce assim é a dificuldade em lidar com as frustrações na vida adulta, quando os limites se impõem", diz a psicóloga.

Obediência ou a vontade dos pais - É essencial entender que a obediência não significa anular as vontades da criança. "A criança deve ter espaço para se manifestar, sendo respeitada", diz a especialista. Além disso, os pais precisam entender que usar o poder tendo como referencial apenas o seu ponto de vista, sem considerar a opinião da criança, provoca revolta.

Obediência zero - Não adianta perder a paciência. Se a criança não completou um ano de vida, fica mais difícil impor obediência. "No primeiro ano de vida, a criança busca satisfação e tenta fugir do que considera desprazeres. Assim a criança age por impulso instintivo e quer fazer tudo o que vem a sua mente, o que frequentemente aborrece os pais. No entanto, essa impulsividade é necessária para o seu desenvolvimento e, quando reprimida, gera crianças apáticas, sem brilho e com comportamentos rígidos", diz a psicóloga.

Mas não pense que, durante essa idade, os pais devem ficar de mãos atadas. Desde o nascimento é fundamental que se exponha à criança o que é permitido e o que não, com paciência e insistência. Segundo a especialista, nesta idade, não adianta ficar explicando muito. O fundamental é deixar claro que um comportamento é inadequado.

Conquistando obediência e respeito - É importante lembrar que, para conquistar esse respeito, é preciso servir de exemplo para os filhotes. "Os pais são modelos para seus filhos, portanto se os respeitarem já é um ponto de partida para conquistarem sua obediência e respeito. Não podemos esquecer que a maioria dos comportamentos infantis é aprendida pela imitação, portanto é preciso que os pais tenham claro seus valores para transmitirem de maneira coerente para seus filhos", alerta Kátia Teixeira.

Obediência ou medo - Existem pais que se orgulham ao falar que o filho nunca ousou desobedecer a uma regra. Mas, por trás de toda essa obediência, pode estar escondido o medo que a criança sente, e não o respeito que os pais conquistaram. Conseguir separar esses dois sentimentos é essencial para quem deseja garantir qualidade de vida para os pequenos. "A diferença entre respeito e medo é que, no respeito, a criança admira quem a educa, confia nela, e sabe que seus atos representam cuidados que possibilitarão o seu afastamento de situações perigosas. Já o medo significa que existe imposição de ideias e valores nem sempre justificados".

Reeducando - Reeducar é sempre mais trabalhoso, mas possível. Uma criança desobediente indica que ela não aprendeu que deve respeitar os limites. Muitas vezes, aliás, a criança nem conhece os limites. Para corrigir o problema, o primeiro passo deve ser dado pelos pais, reconhecendo a dificuldade e mapeando no que ela consiste. Quando há culpa por ficar muito tempo longe da criança, por exemplo, muitos pais se ressentem na hora de impor autoridade. Mas seu filho precisa compreender que não pode fazer tudo o que quer. Isso evita revoltas e sofrimento diante de frustrações e facilita os relacionamentos.

 

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A criança desobediente - Como educá-la?

A mais frequente queixa dos pais sobre os filhos é, sem dúvida, quanto à desobediência:

- "Não obedecem";

- "Dá-se uma ordem, eles nem ligam";

- "Hora de dormir, ninguém os tira da televisão";

- "Marca-se horário para os estudos: não respeitam";

- "Já se falou mil vezes que não cheguem atrasados para as refeições: não há jeito";

- "Estamos cansados de dizer que não deixem os objetos fora dos lugares: eles nem escutam"; etc. etc.

Um enorme rosário de lamúrias, que terminam sempre por uma espécie de indulgência plenária aplicável aos pais: "Essas crianças de hoje são muito diferentes das do meu tempo."

E explicam:

- "Lá em casa duvido que um filho levantasse a voz para o papai!"

- "Ordem dada era ordem cumprida, gostássemos ou não."

- "Quem era louco para chegar atrasado para a refeição?"

- "Bastava um olhar do velho, ia todo mundo para a cama."

- "Nós sabíamos obedecer!"

E encerram como num estribilho: "Mas essas crianças de hoje"...

De quem é a culpa

Lançando aos filhos a pecha de desobedientes, estão os pais, astuciosamente, desculpando-se. Na verdade, não há diferença tão grande entre as crianças de hoje e as de antigamente.

As crianças são as mesmas, com as eternas características da infância, os mesmos interesses profundos, a mesma receptividade educacional, as mesmas exigências de afeto, de segurança, de formação. As diferenças dos tempos, superficiais, não lhes atingem a estrutura. Nalguns pontos dificultam a obra dos educadores; mas noutros a facilitam.

Alguns pais é que mudaram. Abandonaram os cuidados da educação, abriram mão dos deveres, afrouxaram a vigilância, fugiram à formação dos filhos, demitiram-se dos mais sagrados encargos, capitularam ante as crianças, e se queixam de que estas são culpadas.

Tinha em mãos a autoridade: perderam-na. Receberam a criança ao nascer - e não crescida e deformada. Se não lhe deram a orientação devida, a criança é vítima, e não culpada!

Se os antigos se faziam obedecidos a simples olhar, é que não se contentavam em ser autoridade, mas sabiam ter autoridade: isto é, manter a superioridade, que a própria natureza impõe ao filho de forma tão impressionante. Prova disto é que, ainda hoje, os que têm autoridade conseguem os mesmos resultados de outrora, embora por meios consentâneos com os tempos.

 


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Mas os tempos mudaram

Não é possível proceder hoje do mesmo modo que antigamente, agir com rigores, exigir aqueles extremos. Mas também não é possível largar os filhos a si mesmos, sob pretexto de que a educação moderna exige liberdade, ou de que a mãe precisa de trabalhar fora, para... dar melhor educação (?) às crianças, ou de que os pais que trabalham precisam de repouso quando chegam à casa (e podem aborrecer-se (?) com problemas de crianças), ou simplesmente por comodismo, "vida social intensa" e outras alegações congêneres.

Há os que desejam acertar. Sabem que não se pode hoje educar como foram educados, mas sentem dificuldade em adaptar-se aos novos moldes, pois não foram preparados para isto. (Infelizmente continua o tremendo erro de não se cuidar da preparação dos futuros pais. Mesmos os colégios católicos ensinam mil coisas às jovens, mas não lhes ensinam a ser mães, embora o desejo de casar lhes seja o mesmo de sempre.)

É com estes que desejamos conversar, para lhes oferecermos a ajuda que merecem, pelas intenções que os animam.

Porque desobedecem

Os que desejam realmente corrigir os filhos procurem descobrir as causas das desobediências. Conhecida a causa, importa removê-la: tirada a causa, cessa o efeito. Apontaremos algumas causas da desobediência infantil.

A. Da parte dos pais:

- Não têm autoridade;

- Não sabem mandar;

- São muitas ordens, algumas impossíveis;

- Não velam pela execução das ordens;

- Querem impor-se mais pela força que pelo amor;

- Não mantêm coerência, proibindo hoje o que permitiram ontem;

- Desentendem-se, um proibindo e o outro permitindo;

- Cedem, quando a criança se exaspera ou insiste;

- Mandam o contrário para conseguir o que desejam;

- São implicantes, cansando e irritando as crianças;

- Exigem uma obediência imediata;

- Querem levar a obediência em excessos, humilhando a criança;

- Não preparam os filhos para a obediência;

B. Da parte dos filhos:

- Falta de compreensão, própria da idade;

- Fraqueza da vontade, que cede a interesses imediatos ou de ordem sensível;

- Hábito de fazerem o que lhes é proibido;

- Repugnância ao que lhes é ordenado;

- Aproveitamento das fraquezas do educador que:

a) cede com facilidade,

b) não pede contas do que manda,

c) ameaça, e deixa correr,

d) se desentende com os outros educadores; etc.

- Afirmação crescente de personalidade: passando da obediência passiva de criança à obediência ativa (consciente) de adolescente, querem saber o porquê das ordens, repelem as proibições injustas ou humilhantes;

- falta de preparação para a obediência.

 


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Para poder mandar

Não basta ser autoridade, mas importa ter autoridade, para ser obedecido. Ai das autoridades de quem é preciso dizer-se o que disse Cristo dos escribas e fariseus: "Fazei o que eles dizem, não façais o que eles fazem" (Mt 23,3). Acima de tudo, é preciso pôr-se em condições de mandar.

Dominar-se - O educador há de possuir o completo domínio de si. Quem se deixa dominar de qualquer sentimento ou paixão, perde a capacidade de comando: - isto vai de simples domínio do temor físico, passando pela timidez ou mera indecisão, até chegar ao seguro controle das mais profundas e violentas paixões.

Saber usar da autoridade - É ponto de suma importância. A improvisação é má conselheira.

Vejam-se os estágios do militar para chegar ao comando do exército... preciosa é neste aspecto, a família numerosa, na qual os irmãos mais velhos, delegados pelos pais, exercem autoridade sobre os pequeninos.

Saber obedecer - É caminho e escola do bom exercício da autoridade. Só sabe mandar quem sabe obedecer. Este preceito dos pedagogos é reconhecido pelos próprios educandos. Citando John Ruskin, o grande Foerster ("Instrucion ética de la juventud") conta que ele, discutindo com adolescentes de 14 e 15 anos sobre a obediência voluntária, propôs como tema: "Quem não aprendeu a obedecer, não sabe mandar." Os jovens frisaram não estar em condições de dar bem uma ordem que não experimenta em si as reações que ela provoca.

Conhecer o que manda - É preciso ter experiência do trabalho pedido, do sacrifício ordenado. E lembrar-se do que lhe custou aquilo na idade que têm agora os filhos. Hoje nos é fácil (ou não é...) passar uma hora calados, ficar sentados sem mudar de posição (o próprio reumatismo ajuda...). Hoje fazemos tranqüilamente serviços que nos despertavam repugnância aos 12 anos ou 15 anos.

Um educador não pode esquecer que já teve a idade que têm agora seus educandos. E se esquecer, perdeu a capacidade de educar.

Conhecer os filhos - Só quem os conhece pode lidar com eles. Há as características gerais da infância e da juventude, com suas diferenças de idade e de sexo. Mas há também a psicologia desta criança.

Não existe a criança teórica, ideal, de livro; existe a real, viva, com a qual vivemos, que ouve as nossas ordens, que tem essas e aquelas reações, com tal temperamento, e que o educador deve conhecer muito bem, para se lhe poder adaptar.

Saber mandar - Para que suas ordens sejam bem acolhidas, devem ser dadas com bons modos. Do contrário, ficarão em casa como a rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa.

Finalidade da obediência

Com muita frequência encontramos deplorável equívoco sobre o sentido da obediência. Geralmente pais e até professores (formados em pedagogia!)querem é serem obedecidos. Por amor próprio, por autoritarismo, para ficar em paz, - pouco importa! - querem é ser obedecidos. Prontamente, sem explicações e sem delongas.

- A verdadeira obediência é aprendizagem do domínio de si - fim da educação. É enriquecimento moral, aproveitamento da experiência dos educadores para facilitar aos educandos os caminhos do futuro, sabedoria de quem aproveita um guia para evitar as erradas, cuidado do comandante que entrega o navio ao prático dos mares perigosos. Por isso diz a Bíblia que serão vitoriosos os que sabem obedecer: "O homem obediente cantará vitória" (Pv. 21,28).

- É liberação: o homem se liberta das amarras do amor próprio e do orgulho, para reconhecer e acatar a autoridade. Não cede por medo ou interesse, mas age conscientemente, superando-se, dono de sua vontade até para abrir mão dela quando necessário.

- É mestra da vida. Se a vontade é fraca, ampara-se na obediência consciente e se fortalece. Se estreita, desenvolve-se. Se impetuosa, amansa e se canaliza para o bem.

- Ela não é virtude de criança, mas de homens feitos. Às crianças importa ensiná-la, orientando-a cuidadosamente para seu fim.

 


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Algumas normas

Alguns marcos, para guia dos educadores de boa vontade, - graças a Deus, numerosos.

Obediência é meio e não fim - Não exijo obediência, para que a criança seja obediente, mas para que se eduque. Adiante mostrarei que o fato de ser apenas obediente constitui grave perigo para o educando.

A obediência se orienta para a educação: ensina a criança a usar bem da liberdade. Vai afrouxando, na medida em que o educando cai aprendendo a orientar-se sozinho. Será eliminada, quando ele se tornar "governador de si mesmo", na feliz expressão de Guimarães Rosa.

O papel do educador é orientar, ensinar os caminhos, ajudar a marchar, retificar em caso de errada, estimular para o autodomínio, "como a águia que provoca seus filhos a voar, esvoaçando sobre eles" (Dt 32,11). E tanto mais feliz se sente quanto mais percebe que se vai tornando dispensável.

Levar a criança a submeter-se, e não submetê-la - Quando me submeto, pratico ato livre, consciente; quando sou submetido, não: fui subjugado. No primeiro caso, obedeci; no segundo, fui domado.

Obedecer é querer o que outrem quer, e não fazer o que outrem manda. A obediência é ato da vontade que sabe vencer as dificuldades para querer. Por isso, a verdadeira obediência é filha da liberdade. Mas começa sendo mãe da mesma liberdade; isto é, preparando a criança para saber ser livre, para dispor de sua vontade, para dominar-se e inclinar-se no sentido em que a razão a chama (e não no sentido em que as paixões a empurram).

Como se vê, obediência implica o autodomínio. Está muito longe de ser o domínio que o educador exerce sobre os educandos. Mas este conceito, policial e totalitário, ainda é muito corrente, e continua fazendo a infelicidade dos educandos.

Nunca devemos perder de vista que o exercício da autoridade visa aos súditos não aos superiores, porque busca o bem moral daqueles, e não a satisfação destes.

O educador não deve impor a sua vontade, mas sim formar a do educando.

São pessoas distintas, com vontades distintas, com gostos diversos ou até contrários. Não devo proibir-lhe algo "porque não gosto disso", mas porque isso não deve ser feito. Não posso substituir sua vontade pela minha; mas devo formá-la para que ela saiba querer o bem e levá-lo à prática.

Pensássemos melhor nesta verdade (aliás tão solar), e seríamos mais positivos que negativos em educação, ensinaríamos mais o que se há de fazer que o que se há de evitar, daríamos antes normas de vida que proibições.

A criança exige mais desenvolvimento que restrições

É ser em crescimento: deve realizar-se. Montessori disse muito bem: "A educação é ajuda positiva à expansão normal da vida". Não é proibindo a criança de agir que a desenvolveremos; mas ensinando-lhe a fazer o bem.

Nosso papel é canalizar-lhe as energias, e não reprimi-las. É apontar-lhe os caminhos, e não impedir-lhe a passagem. É ensinar-lhe a querer, e não a não querer. É dar-lhe meios para realizar-se física, sentimental, cultural, moral e religiosamente - pondo-a no caminho do homem integral.

Não é dizer-lhe: "Fica quieta", mas dizer-lhe "Realiza-te"...não é cortar-lhe as asas, mas ensinar-lhe a voar.

(Excertos do livro: Corrija o seu filho - Mons. Álvaro Negromonte )

 

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COMO FALAR DE SEXO COM OS MEUS FILHOS?
           

A sexualidade é um campo amplo que vai muito além do sexo

Em tese seria o uso do corpo para se conhecer, descobrir as necessidades prazerosa e afetiva a caminho de uma vida feliz e plena. Mas sabe-se que a vida sexual está inserida na vida de todos nós de maneira desordenada e sem sentido. Isso é apenas como uma busca de prazer efêmero, fugaz e pobre, pois não valorizam aspectos intimamente ligados às necessidades psíquicas que são os aspectos afetivos.

Isso é muito difícil de transmitir em palavras, organizar em teses infalíveis, vejamos: desde o começo da epidemia da Aids sempre se enfatiza a necessidade de se valorizar o sexo seguro, porém o que se vê é o aumento vertiginoso das doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e de tantas mazelas advindas da vivência sexual despreparada. É fato que os adolescentes começam sua vida sexual precocemente. Segundo o que os dados nacionais e mundiais nos mostram o despreparo é um problema a ser administrado pela sociedade.

Segundo os dados disponíveis, todos os anos um em cada 20 adolescentes contraem uma doença sexualmente transmissível; um em cada quatro abortos são realizados em adolescentes; o HIV infecta cinco milhões de pessoas por ano e dessas mais da metade tem menos de 24 anos.

De acordo com o IBGE, ¾ dos adolescentes até 19 anos tem vida sexual ativa; sendo que 500 mil se submetem a abortos e 600 mil engravidam. Ao começar a vida sexual cedo, os adolescentes ficam expostos a riscos. Por isso, orientação e informação são importantes e podem minimizar as dificuldades auxiliando o adolescente a viver essa etapa com menos dúvidas e medo, permitindo uma vivência com menor risco.

Ao analisarmos esses dados podemos perceber que não é apenas do aspecto educativo e biológico que se deve cuidar. Apesar de inúmeros artigos em revistas, inclusive aulas infindáveis sobre sexo seguro, na hora h o que se vê é que o jovem se depara com sua completa ignorância e inabilidade diante da sua sexualidade que nada contribui para uma sexualidade plena e feliz. Eu parto do princípio de que mais, muito mais que um palavrório.

Recheado de lições, o testemunho, a vivência de uma sexualidade saudável e feliz enfatizando a qualidade do vínculo entre os pais é a melhor lição de sexualidade plena que os pais podem dar aos seus filhos; se conhecendo e por conta disso terem capacidade de responder as perguntas que inevitavelmente as crianças fazem.

Não com a teoria dos livros cientistas ou psicólogos, mas com a teoria pessoal construída a partir de sua vivência respeitando, é claro, os limites da curiosidade infantil.

Investindo num bom relacionamento afetivo e sexual que deve ser enriquecedor; com as diferenças que podem ser excitantes desde que respeitadas e que esse relacionamento contribua principalmente para a autoestima e o engrandecimento do eu individual. Nesse contexto é de primordial importância que mais do que aulas e palestras, o testemunho dos pais no exemplo de respeito, cumplicidade e demonstrações afetivas espontâneas; pais que se beijam e se abraçam; que beijam abraçam seus filhos estarão dando uma lição completa de vivência de sua sexualidade. Portanto, é importante que se reveja, através de uma releitura da educação sexual como está estabelecida, onde os órgãos sexuais são senhores absolutos, desdenhando-se ou até mesmo negando-se a participação de aspectos mais subjetivos e muito importantes tais como cumplicidade, admiração, respeito. Enfim, para os mais românticos, amor.

 

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A criança desobediente - Como educá-la?

A mais frequente queixa dos pais sobre os filhos é, sem dúvida, quanto à desobediência:

- "Não obedecem";

- "Dá-se uma ordem, eles nem ligam";

- "Hora de dormir, ninguém os tira da televisão";

- "Marca-se horário para os estudos: não respeitam";

- "Já se falou mil vezes que não cheguem atrasados para as refeições: não há jeito";

- "Estamos cansados de dizer que não deixem os objetos fora dos lugares: eles nem escutam"; etc. etc.

Um enorme rosário de lamúrias, que terminam sempre por uma espécie de indulgência plenária aplicável aos pais: "Essas crianças de hoje são muito diferentes das do meu tempo."

E explicam:

- "Lá em casa duvido que um filho levantasse a voz para o papai!"

- "Ordem dada era ordem cumprida, gostássemos ou não."

- "Quem era louco para chegar atrasado para a refeição?"

- "Bastava um olhar do velho, ia todo mundo para a cama."

- "Nós sabíamos obedecer!"

E encerram como num estribilho: "Mas essas crianças de hoje"...

De quem é a culpa

Lançando aos filhos a pecha de desobedientes, estão os pais, astuciosamente, desculpando-se. Na verdade, não há diferença tão grande entre as crianças de hoje e as de antigamente.

As crianças são as mesmas, com as eternas características da infância, os mesmos interesses profundos, a mesma receptividade educacional, as mesmas exigências de afeto, de segurança, de formação. As diferenças dos tempos, superficiais, não lhes atingem a estrutura. Nalguns pontos dificultam a obra dos educadores; mas noutros a facilitam.

Alguns pais é que mudaram. Abandonaram os cuidados da educação, abriram mão dos deveres, afrouxaram a vigilância, fugiram à formação dos filhos, demitiram-se dos mais sagrados encargos, capitularam ante as crianças, e se queixam de que estas são culpadas.

Tinha em mãos a autoridade: perderam-na. Receberam a criança ao nascer - e não crescida e deformada. Se não lhe deram a orientação devida, a criança é vítima, e não culpada!

Se os antigos se faziam obedecidos a simples olhar, é que não se contentavam em ser autoridade, mas sabiam ter autoridade: isto é, manter a superioridade, que a própria natureza impõe ao filho de forma tão impressionante. Prova disto é que, ainda hoje, os que têm autoridade conseguem os mesmos resultados de outrora, embora por meios consentâneos com os tempos.

 


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Mas os tempos mudaram

Não é possível proceder hoje do mesmo modo que antigamente, agir com rigores, exigir aqueles extremos. Mas também não é possível largar os filhos a si mesmos, sob pretexto de que a educação moderna exige liberdade, ou de que a mãe precisa de trabalhar fora, para... dar melhor educação (?) às crianças, ou de que os pais que trabalham precisam de repouso quando chegam à casa (e podem aborrecer-se (?) com problemas de crianças), ou simplesmente por comodismo, "vida social intensa" e outras alegações congêneres.

Há os que desejam acertar. Sabem que não se pode hoje educar como foram educados, mas sentem dificuldade em adaptar-se aos novos moldes, pois não foram preparados para isto. (Infelizmente continua o tremendo erro de não se cuidar da preparação dos futuros pais. Mesmos os colégios católicos ensinam mil coisas às jovens, mas não lhes ensinam a ser mães, embora o desejo de casar lhes seja o mesmo de sempre.)

É com estes que desejamos conversar, para lhes oferecermos a ajuda que merecem, pelas intenções que os animam.

Porque desobedecem

Os que desejam realmente corrigir os filhos procurem descobrir as causas das desobediências. Conhecida a causa, importa removê-la: tirada a causa, cessa o efeito. Apontaremos algumas causas da desobediência infantil.

A. Da parte dos pais:

- Não têm autoridade;

- Não sabem mandar;

- São muitas ordens, algumas impossíveis;

- Não velam pela execução das ordens;

- Querem impor-se mais pela força que pelo amor;

- Não mantêm coerência, proibindo hoje o que permitiram ontem;

- Desentendem-se, um proibindo e o outro permitindo;

- Cedem, quando a criança se exaspera ou insiste;

- Mandam o contrário para conseguir o que desejam;

- São implicantes, cansando e irritando as crianças;

- Exigem uma obediência imediata;

- Querem levar a obediência em excessos, humilhando a criança;

- Não preparam os filhos para a obediência;

B. Da parte dos filhos:

- Falta de compreensão, própria da idade;

- Fraqueza da vontade, que cede a interesses imediatos ou de ordem sensível;

- Hábito de fazerem o que lhes é proibido;

- Repugnância ao que lhes é ordenado;

- Aproveitamento das fraquezas do educador que:

a) cede com facilidade,

b) não pede contas do que manda,

c) ameaça, e deixa correr,

d) se desentende com os outros educadores; etc.

- Afirmação crescente de personalidade: passando da obediência passiva de criança à obediência ativa (consciente) de adolescente, querem saber o porquê das ordens, repelem as proibições injustas ou humilhantes;

- falta de preparação para a obediência.

 


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Para poder mandar

Não basta ser autoridade, mas importa ter autoridade, para ser obedecido. Ai das autoridades de quem é preciso dizer-se o que disse Cristo dos escribas e fariseus: "Fazei o que eles dizem, não façais o que eles fazem" (Mt 23,3). Acima de tudo, é preciso pôr-se em condições de mandar.

Dominar-se - O educador há de possuir o completo domínio de si. Quem se deixa dominar de qualquer sentimento ou paixão, perde a capacidade de comando: - isto vai de simples domínio do temor físico, passando pela timidez ou mera indecisão, até chegar ao seguro controle das mais profundas e violentas paixões.

Saber usar da autoridade - É ponto de suma importância. A improvisação é má conselheira.

Vejam-se os estágios do militar para chegar ao comando do exército... preciosa é neste aspecto, a família numerosa, na qual os irmãos mais velhos, delegados pelos pais, exercem autoridade sobre os pequeninos.

Saber obedecer - É caminho e escola do bom exercício da autoridade. Só sabe mandar quem sabe obedecer. Este preceito dos pedagogos é reconhecido pelos próprios educandos. Citando John Ruskin, o grande Foerster ("Instrucion ética de la juventud") conta que ele, discutindo com adolescentes de 14 e 15 anos sobre a obediência voluntária, propôs como tema: "Quem não aprendeu a obedecer, não sabe mandar." Os jovens frisaram não estar em condições de dar bem uma ordem que não experimenta em si as reações que ela provoca.

Conhecer o que manda - É preciso ter experiência do trabalho pedido, do sacrifício ordenado. E lembrar-se do que lhe custou aquilo na idade que têm agora os filhos. Hoje nos é fácil (ou não é...) passar uma hora calados, ficar sentados sem mudar de posição (o próprio reumatismo ajuda...). Hoje fazemos tranqüilamente serviços que nos despertavam repugnância aos 12 anos ou 15 anos.

Um educador não pode esquecer que já teve a idade que têm agora seus educandos. E se esquecer, perdeu a capacidade de educar.

Conhecer os filhos - Só quem os conhece pode lidar com eles. Há as características gerais da infância e da juventude, com suas diferenças de idade e de sexo. Mas há também a psicologia desta criança.

Não existe a criança teórica, ideal, de livro; existe a real, viva, com a qual vivemos, que ouve as nossas ordens, que tem essas e aquelas reações, com tal temperamento, e que o educador deve conhecer muito bem, para se lhe poder adaptar.

Saber mandar - Para que suas ordens sejam bem acolhidas, devem ser dadas com bons modos. Do contrário, ficarão em casa como a rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa.

 


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Finalidade da obediência

Com muita frequência encontramos deplorável equívoco sobre o sentido da obediência. Geralmente pais e até professores (formados em pedagogia!)querem é serem obedecidos. Por amor próprio, por autoritarismo, para ficar em paz, - pouco importa! - querem é ser obedecidos. Prontamente, sem explicações e sem delongas.

- A verdadeira obediência é aprendizagem do domínio de si - fim da educação. É enriquecimento moral, aproveitamento da experiência dos educadores para facilitar aos educandos os caminhos do futuro, sabedoria de quem aproveita um guia para evitar as erradas, cuidado do comandante que entrega o navio ao prático dos mares perigosos. Por isso diz a Bíblia que serão vitoriosos os que sabem obedecer: "O homem obediente cantará vitória" (Pv. 21,28).

- É liberação: o homem se liberta das amarras do amor próprio e do orgulho, para reconhecer e acatar a autoridade. Não cede por medo ou interesse, mas age conscientemente, superando-se, dono de sua vontade até para abrir mão dela quando necessário.

- É mestra da vida. Se a vontade é fraca, ampara-se na obediência consciente e se fortalece. Se estreita, desenvolve-se. Se impetuosa, amansa e se canaliza para o bem.

- Ela não é virtude de criança, mas de homens feitos. Às crianças importa ensiná-la, orientando-a cuidadosamente para seu fim.

Algumas normas

Alguns marcos, para guia dos educadores de boa vontade, - graças a Deus, numerosos.

Obediência é meio e não fim - Não exijo obediência, para que a criança seja obediente, mas para que se eduque. Adiante mostrarei que o fato de ser apenas obediente constitui grave perigo para o educando.

A obediência se orienta para a educação: ensina a criança a usar bem da liberdade. Vai afrouxando, na medida em que o educando cai aprendendo a orientar-se sozinho. Será eliminada, quando ele se tornar "governador de si mesmo", na feliz expressão de Guimarães Rosa.

O papel do educador é orientar, ensinar os caminhos, ajudar a marchar, retificar em caso de errada, estimular para o autodomínio, "como a águia que provoca seus filhos a voar, esvoaçando sobre eles" (Dt 32,11). E tanto mais feliz se sente quanto mais percebe que se vai tornando dispensável.

Levar a criança a submeter-se, e não submetê-la - Quando me submeto, pratico ato livre, consciente; quando sou submetido, não: fui subjugado. No primeiro caso, obedeci; no segundo, fui domado.

Obedecer é querer o que outrem quer, e não fazer o que outrem manda. A obediência é ato da vontade que sabe vencer as dificuldades para querer. Por isso, a verdadeira obediência é filha da liberdade. Mas começa sendo mãe da mesma liberdade; isto é, preparando a criança para saber ser livre, para dispor de sua vontade, para dominar-se e inclinar-se no sentido em que a razão a chama (e não no sentido em que as paixões a empurram).

Como se vê, obediência implica o autodomínio. Está muito longe de ser o domínio que o educador exerce sobre os educandos. Mas este conceito, policial e totalitário, ainda é muito corrente, e continua fazendo a infelicidade dos educandos.

Nunca devemos perder de vista que o exercício da autoridade visa aos súditos não aos superiores, porque busca o bem moral daqueles, e não a satisfação destes.

 


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O educador não deve impor a sua vontade, mas sim formar a do educando.

São pessoas distintas, com vontades distintas, com gostos diversos ou até contrários. Não devo proibir-lhe algo "porque não gosto disso", mas porque isso não deve ser feito. Não posso substituir sua vontade pela minha; mas devo formá-la para que ela saiba querer o bem e levá-lo à prática.

Pensássemos melhor nesta verdade (aliás tão solar), e seríamos mais positivos que negativos em educação, ensinaríamos mais o que se há de fazer que o que se há de evitar, daríamos antes normas de vida que proibições.

A criança exige mais desenvolvimento que restrições

É ser em crescimento: deve realizar-se. Montessori disse muito bem: "A educação é ajuda positiva à expansão normal da vida". Não é proibindo a criança de agir que a desenvolveremos; mas ensinando-lhe a fazer o bem.

Nosso papel é canalizar-lhe as energias, e não reprimi-las. É apontar-lhe os caminhos, e não impedir-lhe a passagem. É ensinar-lhe a querer, e não a não querer. É dar-lhe meios para realizar-se física, sentimental, cultural, moral e religiosamente - pondo-a no caminho do homem integral.

Não é dizer-lhe: "Fica quieta", mas dizer-lhe "Realiza-te"...não é cortar-lhe as asas, mas ensinar-lhe a voar.

(Excertos do livro: Corrija o seu filho - Mons. Álvaro Negromonte )

 

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