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QUANDO O MEDO SE TORNA DOENÇA?
Se aquela sensação de que algo ruim pode acontecer, aquele incômodo diante de um objeto, de uma pessoa, animal ou até uma situação acontecer é o medo, que funciona como uma defesa quando a pessoa se depara com algo que represente uma possível ameaça, seja ela física ou psicológica.
Apesar de ser um sentimento normal, o medo pode se tornar um distúrbio quando passa a ser persistente e excessivo. Diferente do medo normal, a fobia se transforma em algo exagerado e irracional, fazendo com que a pessoa tente evitar o que ativa o medo e suporte as situações e objetos temidos com grande ansiedade e angústia.
Se para algumas pessoas andar de elevador, por exemplo, é uma situação que não oferece perigo, para quem tem claustrofobia pode causar um desconforto e tanto. Para as pessoas que têm alguma fobia, a sensação de medo vem acompanhada de uma ansiedade intensa e em alguns casos, ocorrem até sintomas físicos que vão de taquicardia, vertigens, suor excessivo, tremores, até crises de pânico.
A fobia não tem idade para aparecer. O transtorno pode surgir desde a infância até a fase adulta e sua intensidade varia de pessoa para pessoa. É possível que a pessoa com algum tipo de fobia consiga levar uma vida normal, sem que esse medo excessivo interfira negativamente nas atividades cotidianas.
Existem três tipos de fobia: agorafobia, fobia social e as fobias específicas.
Agorafobia: É um transtorno de ansiedade que geralmente está ligado à crises de pânico. A pessoa sente medo de estar em ambientes fechados ou em situações em que seria difícil escapar ou receber socorro no caso de uma emergência. O agorafóbico evita elevadores, locais com grande aglomeração de pessoas como cinemas, shoppings, shows, enfrentar congestionamentos, estar em ônibus, aviões, metrô, passar por túneis e pontes. Nos casos mais graves, a agorafobia pode comprometer a vida social e profissional de uma pessoa.
Fobia social: Quando precisamos nos expor publicamente, é comum que a situação gere ansiedade e apreensão. Mas para quem sofre de fobia social, atividades como trabalhar, escrever ou falar na frente de outras pessoas causam pavor. O contato com outras pessoas é visto como ameaça, pois pode causar alguma situação de humilhação, a pessoa imagina que pode fazer algo que seja considerado ridículo ou embaraçoso como gaguejar, ter um “branco” ou falar alguma besteira.
Fobias específicas: As fobias específicas são muitas. Algumas delas são relacionadas a animais, objetos e situações mais conhecidas enquanto outras, são bastante diferentes, inclusive no nome. Medo de altura, de baratas, cobras, cachorros, abelhas, medo de dentista, de injeção, de escuridão, de trovão.
Confira alguns nomes de fobias curiosas:
Ablutofobia – medo de lavar-se ou de tomar banho
Anuptafobia – medo de ficar solteiro(a)
Astenofobia – medo de desmaiar
Brontofobia- medo de trovões e relâmpagos
Coulrofobia – medo de palhaços
Eisoptrofobia – medo de espelhos ou de se ver no espelho
Iatrofobia – medo de ir ao médico
Levofobia – medo das coisas que ficam ao lado esquerdo da pessoa
Tripanofobia – medo de injeção
Unatractifobia – Medo de pessoas feias
Hipnofobia – Medo de dormir; horror ao sono
Fonofobia – Medo e horror à sua própria voz e pavor de falar alto
Fobofobia – Medo dos seus próprios medos; de ter algum tipo de fobia.
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Qual a diferença entre medo e ansiedade? - A diferença entre medo e ansiedade é questão teórica. Como citado anteriormente, a ansiedade é uma sensação vaga e difusa que nos leva a enfrentar com sucesso as situações agradáveis ou não. Já o medo, que também é uma reação normal, difere da ansiedade porque é ligado a uma situação ou objeto específico que apresenta perigo, real ou imaginário, e nos leva a evitá-lo. Um exemplo é o medo de assalto. Todos evitamos as situações que possam nos deixar mais vulneráveis.
O que é a fobia? - fobia envolve uma ansiedade persistente, intensa e irrealística, em resposta a uma situação específica, como por exemplo altura. A pessoa fóbica evita a situação que desencadeie a sua ansiedade ou suporta-a com grande sofrimento. Entretanto, ela reconhece que sua ansiedade é excessiva e consciente que tem um problema. Uma fobia é caracterizada por:
1. Medo excessivo, imensurável de um objeto ou situação;
2. Comportamento de esquiva em relação ao objeto temido;
3. Grande ansiedade antecipatória quando próximo do objeto em questão; e
4. Ausência de sintomas ansiosos quando longe da situação fóbica.
O que causa uma fobia ?
Existem diversas teorias para o aparecimento de uma fobia como a psicanalítica, a comportamental, a existencial e a biológica. Segundo as teorias psicanalíticas, a fobia é um sinal para o ego de que um instinto inaceitável está exigindo representação e descargas conscientes (sintomas de ansiedade ou fobias). A ansiedade desperta o ego para que tome medidas defensivas contra as pressões interiores. Se a repressão não for bem sucedida, outros mecanismos psicológicos de defesa podem resultar em formação de sintomas.
Segundo as teorias comportamentais, a fobia é uma resposta condicionada a estímulos ambientais específicos. Uma pessoa pode aprender a ter uma resposta interna de ansiedade após uma experiência negativa ou imitando respostas ansiosas de seu meio social. A teoria cognitiva da fobia sugere que padrões de pensamentos incorretos, distorcidos, incapacitantes ou contraproducentes acompanham ou precedem os comportamentos desadaptados. Os pacientes que sofrem de fobia tendem a superestimar o grau e a probabilidade de perigo em uma determinada situação e a subestimar suas capacidades para lidar com ameaças percebidas ao seu bem-estar físico ou psicológico.
De acordo com as teorias existenciais, as pessoas ficam fóbicas ao se tornarem conscientes de um profundo vazio em suas vidas. A ansiedade é a resposta a este imenso vazio de existência e significado.
Pelas teorias biológicas, a fobia é definida como uma função mental e essas teorias criam hipóteses para sua representação cerebral. Essas teorias são baseadas em medições objetivas que comparam a função cerebral de pessoas normais com indivíduos com fobias, principalmente através do uso de medicamentos ansiolíticos (tranquilizantes). É possível que certas pessoas sejam mais suscetíveis ao desenvolvimento de um transtorno de ansiedade, com base em uma sensibilidade biológica. Os três principais neurotransmissores associados às fobias são a noradrenalida, o ácido gama-aminobutírico (GABA) e a serotonina.
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Fobia Social, que é um transtorno de ansiedade específico de determinadas situações. O Pânico sempre se instala quando existe uma ameaça de perda de referencial de identidade por um questionamento súbito e maciço do conceito de identidade. Para evitar a sensação de pânico, o psiquismo evitar a conscientização deste material. Esses mecanismos são as defesas intrapsíquicas, e uma delas é a defesa fóbica.
O início da fobia social não costuma ser percebido pelo paciente. Lentamente, o fato de ser observado ou de achar que será observado, medo de ser humilhado, considerado ansioso, débil, "maluco", torna extremamente desconfortável executar atividades restritas como escrever, falar, comer, beber em locais públicos, urinar em banheiro público e, muito frequentemente, de assinar cheques à vista de pessoas estranhas.
O medo de falar em público pode ser em virtude da preocupação de que os outros percebam o tremor em suas mãos ou voz, ou por acharem que não sabem se expressar. Ou seja, são situações envolvendo quase todas as circunstâncias sociais fora do ambiente familiar.
Existe a ansiedade que se sente, por exemplo, numa reunião de trabalho, numa apresentação no colégio, numa festa, essa é comum. Mas se a ansiedade impede o desempenho em determinadas atividades, ela deixa de ser adequada. A defesa fóbica é diferente do medo, a defesa é uma fuga de algo projetado.
A pessoa que sofre de fobia social reconhece que é exagerada sua ansiedade, mas não consegue controlá-la. É uma ansiedade desencadeada por situações claramente determinadas que não apresentam um perigo real. Situações evitadas ou suportadas com muito receio, onde as preocupações do sujeito podem estar voltadas para os sintomas individuais tais como palpitações ou uma impressão de desmaio, e frequentemente se associam com medo de morrer, perda do autocontrole ou sensação de estar ficando louco.
A fobia social não melhora sozinha e como alguns pacientes descobrem que o álcool controla os sintomas, passam a abusar das bebidas, para diminuir as sensações de desconforto, uma vez que enquanto durar o efeito do álcool a ansiedade é tolerada. Contudo, o consumo excessivo de álcool pode acelerar os sintomas ansiosos, estabelecendo um círculo vicioso de ansiedade e alcoolismo.
Os indivíduos com esse tipo de defesa, ao se afastarem de ambientes ou situações onde estão projetados os sentimentos e desejos excluídos do seu conceito de identidade, impedem que entre em contato com esses sentimentos e desejos(percepção), fugindo assim, dos próprios desejos projetados.
O tratamento da fobia social é simples e costuma ser eficaz. Apesar de ser um transtorno comum, os pacientes são muito relutantes em buscar tratamento especializado, o que acaba acontecendo muito tardiamente porque a maioria não acredita que possa haver cura. Os pacientes podem não ficar completamente recuperados, mas melhoram o suficiente para exercer suas atividades sociais e profissionais.
Dados mostram que a cada três casos de Fobia Social, dois são pacientes do sexo masculino. Geralmente o início da idade adulta coincide com o início da fobia social, podendo, contudo começar durante a adolescência ou até na infância.
A causa da Fobia Social parece ser devida à combinação de alterações genéticas e ambientais, portanto, a etiologia parece ter padrão genético-familiar associado a um papel familiar como modelo de resposta às situações sociais (a angústia social dos pais pode ser aprendida e exacerbada pelos filhos, tomando-se patológica). O ambiente influencia na medida em que os pacientes parecem copiar os modelos de medos de seus pais ou familiares mais próximos de modo acentuado.
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Critérios de diagnóstico para transtorno fóbico social, segundo DSM.IV e CID.10
1- os sintomas psicológicos, comportamentais e autossômicos devem provir da ansiedade e não secundários a outros quadros mentais;
2- a ansiedade deve ser restrita e/ou predominar às situações sociais;
3- a evitação das situações fóbicas deve ser proeminente;
4- o comportamento de evitação interfere nas atividades sociais ou no relacionamento interpessoal;
5- a pessoa reconhece que seu medo é irracional e excessivo. Os sintomas de ansiedade que surgem nessas situações costumam serem palpitações, tremores, sudorese, desconforto gastrintestinal, diarreia, tensão muscular, rubor facial, etc.
Apesar da Fobia Social ter começado a atrair atenção, em termos de diagnóstico e tratamento somente há pouco tempo, acredita-se que ela seja o transtorno de ansiedade mais comum atualmente.
Os estudos epidemiológicos identificaram dois subtipos de Fobia Social:
1 - O discreto, específico ou não generalizado, o qual é o mais conhecido e usualmente restrito a poucas situações sociais, sendo a mais comum o medo de falar em público. A Fobia Social restrita à fala, ou condições mais reservadas, corresponde à classificação pela DSM-IV de Fobia Social não Generalizada.
2 - O outro subtipo é a Fobia Social Complexa ou Fobia Social Generalizada. Ao contrário da anterior, esta forma complexa é, habitualmente, mais incapacitante, familiar e de longa duração, é mais grave e corresponde à grande maioria dos pacientes tratados em clínicas especializadas.
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O DSM-IV recomenda os seguintes critérios para o diagnóstico de Fobia Específica :
A. Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por ex., voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver sangue).
B. A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase que invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado à situação ou predisposto pela situação. Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressa por choro, ataques de raiva, imobilidade ou comportamento aderente.
C. O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional. Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente.
D. A situação fóbica (ou situações) é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento.
E. A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida (ou situações) interfere significativamente na rotina normal do indivíduo, em seu funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou em atividades ou relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a fobia.
F. Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração mínima é de 6 meses.
G. A ansiedade, os Ataques de Pânico ou a esquiva fóbica associados com o objeto ou situação específica não são mais bem explicados por outro transtorno mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., medo de sujeira em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados a um estressor severo), Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., esquiva da escola), Fobia Social (por ex., esquiva de situações sociais em vista do medo do embaraço), Transtorno de Pânico Com Agorafobia ou Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico.
- Especificar tipo: Animal; Ambiente Natural (por ex., alturas, tempestades, água); Sangue-Injeção-Ferimentos; Situacional (por ex., aviões, elevadores, locais fechados); Outros (por ex., esquiva fóbica de situações que podem levar a asfixia, vômitos ou a contrair uma doença; em crianças, esquiva de sons altos ou personagens vestidos com trajes de fantasia). Alterado/adaptado de Márcia Homem de Mello - Publicação ABRAPSMOL - Bibliografia: Sonhos e Psicodrama Interno – Victor R.C da Silva Dias; Análise Psicodramática – Teoria da Programação Cenestésica - Victor R.C da Silva Dias - DSM.IV.
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FOBIA SOCIAL - O transtorno ansioso social, também conhecido como transtorno da ansiedade social, fobia social ou sociofobia, é uma síndrome ansiosa caracterizada por manifestações de alarme, tensão nervosa e desconforto desencadeado pela exposição à avaliação social — o que ocorre quando o portador precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais. Tudo isso ocorre até o ponto de interferir na maneira de viver de quem a sofre.
A s pessoas afetadas por essa patologia compreendem que seus medos são irracionais, no entanto experimentam uma enorme apreensão ao confrontarem situações socialmente temidas e não raramente fazem de tudo para evitá-las. Durante as situações temidas, é frequentemente presente nessas pessoas a sensação de que os outros as estão julgando e, enfim, tais sujeitos não raramente temem ser reputados muito ansiosos, fracos ou estúpidos. Por conta disso, tendem frequentemente a se isolarem.
Este distúrbio não deve ser considerado uma forma exagerada de timidez, uma vez que os prejuízos incapacitantes que causa à adaptação social não são atenuados sem auxílio ou tratamento. Um estudo recente mostrou que 13% dos brasileiros sofrem deste transtorno.
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Doença pode ter causas genéticas e deve ser tratada com terapia comportamental
Tudo vai bem até que chega a hora de se apresentar em público ou de se relacionar com uma turma maior do que a de costume.
Você começa a suar frio e a primeira reação que lhe vem a cabeça é fugir daquela situação, afinal, mais uma tentativa se esgotou e você não conseguiu vencer esse medo inexplicável que chega sem avisar.
Para quem não sofre com o problema, é apenas mais um caso de timidez aguda, mas para quem vive o dilema, é uma angústia que parece não ter fim.
A fobia social é uma síndrome que se caracteriza pela dificuldade excessiva de conviver em sociedade e pelo medo aparentemente inexplicável de se expressar em público.
De origens ainda desconhecidas, a doença acomete crianças e adultos e impede o desenvolvimento social das pessoas causando sofrimento e dor, que pode se manifestar através de reações físicas. "Quando sabem que passarão por alguma situação em que terão que se expor em público, alguns pacientes reagem instintivamente, roendo unhas, fumando descompassadamente ou até mordendo os lábios e se beliscando. É o jeito que encontram de se refugiar daquela situação limite", explica a coordenadora do Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo (Protoc), Christina Gonzalez, da Unifesp.
Medo persistente de que? - Geralmente, quem tem fobia social sofre com o medo do julgamento dos outros e de sua própria autocrítica, que os impede de ao menos tentar se relacionar com alguém. Acha que não faz nada certo e que todo mundo percebe isso apenas de olhá-la, daí o pânico diante de situações públicas. Para Christina Gonzalez, um dos sintomas mais marcantes da síndrome é esse medo persistente e acentuado do que os outros vão pensar.
O primeiro passo para se livrar do problema, ou ao menos controlá-lo, é acabar com a própria autocrítica: "todos nós cometemos erros na vida, isso faz parte do nosso crescimento. Não dá para evitar o contato com o próximo com medo de errar. As relações saudáveis devem ser construídas inclusive na base da tolerância ao erro e da aceitação das pessoas como elas são. Sem isso, fica difícil manter laços afetivos", explica Christina.
Fobia social - Nem tudo parece uma ameaça. Ao contrário do que muita gente pensa, quem sofre com fobia social nem sempre foge de todas as situações que envolvem exposição ao público.
Existem casos, como explica a especialista da Unifesp, em que a pessoa tem medo apenas de determinadas situações, como assinar um cheque em público, por exemplo, e casos mais graves em que até um curto diálogo com alguém desconhecido no ponto de ônibus causa pânico.
"Nem todo caso é crônico e, mesmo quando é desta natureza, pode se manifestar de diversas formas. Em geral, o medo está associado à exposição pública, seja durante um seminário, numa festa ou no trabalho, mas cada um reage de um jeito. O fato é que a pessoa pode ter medo apenas de uma situação específica ou de todas, só ela poderá dizer."
Problema detectado - Uma das grandes problemas da fobia social é que a pessoa que vive esta situação sabe que tem um problema e sofre por achar que ela é culpada por ele.
A estudante Glaucia Torres sabe bem como é conviver com o medo do outro. Aos 22 anos, ela deixou emprego e diversos cursos por não conseguir se relacionar com ninguém e hoje, tenta se livrar do problema que para ela ainda não tem uma causa definida: "não sei por que fiquei assim. Eu morava no interior em um lugar onde convivia apenas com pessoas próximas. Quando cheguei a São Paulo, comecei a perceber que todas as vezes em que eu tentava conversar com alguém desconhecido ou me via em lugares movimentados, me batia um desespero muito grande e eu achava que estava todo mundo me olhando, me julgando. Era muito doloroso", explica a estudante.
"Passei anos achando que o problema era comigo, que eu era chata, não tinha competência para trabalhar e resolvi me isolar. Foi então que percebi que esta 'incapacidade' de me relacionar me fazia sofrer e procurei ajuda", continua.
Causa genética - Segundo a psiquiatra Christina Gonzalez, as causas para o problema ainda são desconhecidas, mas existem indícios de que a herança genética pode explicar a ocorrência de alguns casos: "Percebemos que há uma maior incidência da doença em pessoas que têm histórico familiar, ou seja, parentes que já desenvolveram algum tipo de transtorno, mas isso não é uma regra", diz Christina.
Existem outros fatores que podem explicar a síndrome, mas isso depende muito da experiência de vida de cada um. Pode ser um trauma de infância, uma perda, uma mudança brusca ou ainda uma causa desconhecida.
fobia social - Psicoterapia comportamental x psicólogos - Quando o assunto é o tratamento adequado para a síndrome, a psiquiatra alerta para os perigos da escolha errada. Segundo ela, a melhor opção é a terapia comportamental que deve envolver sessões de terapia associadas e , dependendo do caso, a indicação de medicamentos que controlam a ansiedade: "a terapia comportamental tem resultados comprovados. Muitos pacientes desistem de se tratar por que se desiludiram com a terapia errada e acabam piorando muito achando que seu caso é tão grave que nem os médicos conseguem resolver e não é bem assim", alerta a psiquiatra.
"Em geral, um bom tratamento se dá em duas frentes: uma com a terapia e a outra com medicamentos, porém, isso pode variar de acordo com cada caso. O ideal é procurar um psiquiatra e seguir o tratamento até o final. Infelizmente, não há cura do problema, mas se o paciente se dedicar, pode recuperar a qualidade de vida e ser feliz".
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ANSIEDADE Podemos definir a ansiedade como sendo um problema de saúde que decorre do desenvolvimento de certas emoções negativas. Essas emoções geralmente aparecem devido a agentes externos, seja no ambiente do trabalho ou em casa.
Sintomas - Vários podem ser os sintomas da ansiedade: medo, preocupação ou até mesmo sentimento de frustração.Além disso, certos sintomas físicos podem ser experimentados, como náuseas e dores no peito.
A ansiedade e nosso organismo - Alguns especialistas definem a ansiedade como sendo composta de vários fatores interligados, alguns deles de natureza somática ou cognitiva, levando o organismo a processar tais informações de forma similar a como o corpo humano interpreta situações de perigo.
Isso pode levar a um aumento da frequência cardíaca bem como da pressão arterial, músculos passam a receber maior volume da sangue, enquanto que o metabolismo possui seu ritmo reduzido – o corpo está pronto para a ameaça.
Outra forma de identificar se uma pessoa encontra-se em um quadro de ansiedade é devido a um certo sentimento de pavor, levando a pessoa a buscar afastar de si aquilo que acredita ser a causa de sua ansiedade.
Toda ansiedade é ruim?
É comum sentirmos ansiedade e nem sempre ela é ruim, uma vez que se trata de um mecanismo de defesa do organismo. Entretanto, quando uma pessoa se expõe a níveis elevados de ansiedade, pode desenvolver um diagnóstico mais sério, conhecido como transtorno de ansiedade. Pessoas com transtorno de ansiedade podem demonstrar sintomas mais graves, como o sentimento de terror a algo ou certas obsessões.
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Tipos de transtornos de ansiedade
Os tipos de transtornos mais comuns são quatro:
Fobia – esse tipo de transtorno é aquele em que o indivíduo sente uma quantidade anormal de medo em relação a um objeto, local ou situação específica. Trata-se de um medo irracional que a própria pessoa
muitas vezes não consegue explicar;
Transtorno de pânico – trata-se daquele caso em que a pessoa desenvolve ataques de pânico em determinadas
situações ou mesmo em situações aleatórias. Problemas de respiração e tontura podem ser alguns dos sintomas;
Transtornos de ansiedade generalizada – o tipo mais comum de transtorno de ansiedade, apresenta como
principal característica longos períodos em que predomina a ansiedade sem relação a qualquer objeto ou situação, diferindo assim da fobia;
Transtorno obsessivo-compulsivo – trata-se do tipo em que o indivíduo desenvolve uma obsessão (também conhecida como compulsão) por certos objetos ou tipos de comportamento, tais pessoas sentem necessidade de realizar determinadas tarefas repetitivamente a fim de minimizar sua ansiedade. Um tipo de obsessão comum é por limpeza, levando a pessoa a executar não somente a higiene corporal mas também do ambiente em que se encontra em um frequência mais alta.
Tratamento da ansiedade - O tratamento da ansiedade, bem como de seus transtornos, geralmente é feito por meio de terapia ou prescrição de medicamentos.Uma vez que alguns de seus fatores possuem origem cognitiva, consultas em um psicólogo são muito importantes. Enciclopédia da Saúde
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Fobias - o que é? - É um medo irracional e excessivo que provoca o comportamento de fuga consciente de um objeto ou de uma determinada situação, tal como, medo de voar, de altura, de animais, de tomar uma injeção ou ver sangue. As manobras para evitar a situação temida, o medo antecipatório da situação ou a ansiedade extrema causada pela exposiçao interferem na rotina normal do indivíduo, no seu trabalho ou em seus relacionamentos sociais, causando importantes limitações na vida da pessoa.
O que se sente? - Medo acentuado e persistente, irracional ou excessivo, de um objeto ou situação fóbica. A exposição ao estímulo fóbico (objeto ou situação) provoca uma resposta imediata de ansiedade. A ansiedade é caracterizada por sudorese, batimentos rápidos do coração, tremor das mãos, falta de ar e sensação de "frio" na barriga.
Como se faz o diagnóstico? - O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado nos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial ou de imagem é utilizado para o diagnóstico.
Como se trata? - O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. Utiliza-se no tratamento a psicoterapia cognitivo-comportamental.
FOBIA SOCIAL
O que é? - É um medo excessivo de humilhação ou embaraço em vários contextos sociais, como falar, comer, escrever, praticar atividades físicas e esportivas em público, assim como urinar em toalete público ou falar ou aproximar-se de um parceiro em um encontro romântico. O resultado disso é uma importante limitação na vida da pessoa pela evitação dessas situações ou atividades sociais temidas. Também podem ocorrer prejuízos na vida profissional e afetiva do indivíduo.
O que se sente? - A pessoa com fobia social sente medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho quando é exposta a pessoas estranhas. Pode haver temor por acabar agindo de forma humilhante e embaraçosa para si próprio. A exposição à situação social temida causa ansiedade. Ansiedade é caracterizada por sudorese, batimentos rápidos do coração, tremor das mãos, falta de ar, sensação de "frio" na barriga. O indivíduo reconhece que o medo é irracional ou excessivo. As situações sociais e de desempenho temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade e sofrimento.
Como se faz o diagnóstico? - O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado no relato dos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial ou de imagem é utilizado para o diagnóstico.
Como se trata? - O tratamento deve ser individualizado, dependendo das características e da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta. O tratamento atual baseia-se no emprego de medicações antidepressivas combinadas com psicoterapia, de orientação analítica ou cognitivo-comportamental.
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ANSIEDADE
Quais são os principais distúrbios de ansiedade?
Os principais distúrbios de ansiedade são: ansiedade generalizada, ansiedade induzida por drogas ou problemas médicos, ataque de pânico, distúrbio do pânico, distúrbios fóbicos (agorafobia, fobia social, fobia generalizada etc.), transtorno obsessivo-compulsivo.
O que é o distúrbio de ansiedade generalizada?
O distúrbio de ansiedade generalizada é a ansiedade e preocupação excessiva, quase que diária, sobre uma série de atividades ou eventos, e que dura 6 meses ou mais. A ansiedade e a preocupação são intensas e de difícil controle, desproporcionais à situação e podem ser sobre as mais diversas questões como dinheiro, saúde etc. Nesse distúrbio, pelo menos três dos seguintes sintomas estão presentes: inquietação, fatiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e sono de má qualidade. O tratamento é realizado com a a associação de medicamentos (antidepressivos ou benzodiazepínicos) e psicoterapia comportamental.
O que é a ansiedade induzida por drogas ou doenças?
Neste distúrbio, a ansiedade é decorrente de problemas médicos ou uso de drogas lícitas ou ilícitas. As doenças que podem causar ansiedade são: infecções cerebrais, doenças do labirinto, distúrbios cardiovasculares (insuficiência cardíaca, arritmias), distúrbios endócrinos (hiper-atividade das glândulas tireóide ou supra-renal) e distúrbios respiratórios (asma, doença obstrutiva crônica do pulmão). Entre as drogas que podem causar ansiedade têm-se: álcool, cafeína, cocaína e diversas drogas medicamentosas. A ansiedade também pode ser causada quando se para de tomar determinados medicamentos ou drogas ilícitas.
Quais são os principais distúrbios fóbicos?
Os principias distúrbios fóbicos são agorafobia, transtorno do estresse pós-traumático, fobia social, fobias específicas.
O que é a agorafobia?
O termo "agorafobia" significa medo de lugares abertos. Na prática clínica designa medo de sair de casa ou de situações onde o socorro imediato não é possível. O termo, portanto, refere-se a um grupamento inter-relacionado e frequentemente sobreposto de fobias que abrangem o medo de sair de casa, medo de entrar em lugares fechados (aviões, elevadores, cinemas etc.) multidões, lugares públicos, permanecer em uma fila, viajar de ônibus, trem ou automóvel, de se distanciar de casa e de estar só em uma destas situações. A agorafobia é uma complicação frequente no transtorno de pânico, onde todas as situações temidas têm em comum o medo de passar mal e não ter socorro fácil ou imediato.
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O que é a fobia social ou transtorno de ansiedade social?
A fobia social é o medo patológico de comer, beber, tremer, enrubescer, falar, escrever, enfim, de agir de forma ridícula na presença de outras pessoas. Uma característica importante da fobia social é a ansiedade antecipatória e o sofrimento durante a exposição.
O que são fobias específicas?
São fobias restritas a situações altamente específicas, como determinados animais, altura, trovão, escuro, espaços fechados, visão de sangue ou medo de exposição a doenças específicas. Apesar de a situação temida ser limitada, a iminência ou o contato com ela pode provocar um ataque de ansiedade aguda. Fobias específcias surgem na infância e podem persistir por toda a vida se permanecerem sem tratamento, como ocorre na maioria dos casos. O tratamento indicado é a terapia comportamental, com uso de técnicas como a dessensibilização ou "flooding", associadas a técnicas de relaxamento. Em alguns casos, o uso de benzodiazepínicos, por período limitado, pode ser útil.
O que é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático?
É um distúrbio de ansiedade que se desenvolve em pessoas que experimentaram estresse físico ou emocional de magnitude suficientemente traumática para um ser humano comum.
As principais características deste distúrbio são:
1. a ré experiência do trauma através de sonhos e pensamentos em vigília ("flash back");
2. torpor emocional para outras experiências relacionadas; e
3. sintomas físicos de ansiedade, depressão e dificuldades cognitivas.
A ansiedade e depressão estão comumente associadas e a ideação suicida pode ocorrer. Como exemplo, há as experiências de guerra, catástrofes naturais, estupro, acidentes sérios etc. Fatores predisponentes, como traços de personalidade ou presença de outros transtornos mentais, podem facilitar o aparecimento do transtorno ou agravar o seu curso, mas não são necessários nem suficientes para explicar a sua ocorrência. O início do quadro segue o trauma com um período de latência que pode variar de poucas semanas a meses, raramente excedendo a 6 meses. O curso é flutuante e a recuperação ocorre na maioria dos casos. O tratamento com psicoterapia de orientação psicanalítica, terapia cognitiva e a associação a psicofármacos, ansiolíticos ou antidepressivos, conforme a síndrome predominante, parecem trazer bons resultados.
O que é o TOC – transtorno obsessivo compulsivo? (veja a página sobre TOC)
O Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou simplesmente TOC, é uma doença crônica caracterizada pela presença involuntária e intrusiva de obsessões e/ou compulsões. Obsessões são pensamentos, sentimentos,Idéias, impulsos ou representações mentais vividos como intrusos e sem significado particular para o indivíduo. As obsessões mais comuns são as de limpeza e contaminação (por sujeira e doenças), verificação, escrupulosidade (moralidade), religiosas e sexuais.
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ANSIEDADE NORMAL -Sentir-se ansioso é uma experiência comum a qualquer ser humano. Quem já não se sentiu apreensivo, com dor de cabeça, palpitações, respiração rápida, aperto no peito, desconforto abdominal ou inquietação? A ansiedade é uma resposta normal para diversos acontecimentos na vida: para um bebê ameaçado com o afastamento dos pais, para as crianças no primeiro dia de escola, para os adolescentes no primeiro namoro, para os adultos que contemplam a velhice e a morte e para qualquer um que enfrente uma doença. A ansiedade é um acompanhante normal do crescimento, das mudanças, de experiências novas e inéditas, do encontro da própria identidade e do sentido da vida de uma pessoa.
Quando a ansiedade atrapalha podendo tornar-se uma doença?
Uma pessoa que tenha uma reação inadequada extrema, ou de longa duração a um determinado acontecimento, provavelmente pode estar sofrendo algum tipo de distúrbio de ansiedade.
TAG - TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
O que é? -O transtorno de ansiedade generalizada é uma preocupação exagerada que pode abranger diversos eventos ou atividades da vida da pessoa. Pode vir acompanhado por uma variedade de sintomas como irritabilidade, tensões musculares, perturbações no sono, entre outros. Costuma causar um comprometimento significativo no funcionamento social ou ocupacional da pessoa, podendo gerar um acentuado sofrimento.
O que se sente? - A pessoa pode sentir tremores, inquietação, dor de cabeça, falta de ar, suor em excesso, palpitações, problemas gastrointestinais, irritabilidade e facilidade em alterar-se. Esses sintomas podem ocorrer na maioria dos dias por pelo menos seis meses. É muito difícil controlar a preocupação, o que pode gerar um esgotamento na saúde física e mental do indivíduo.
Como se faz o diagnóstico? - Como os sintomas podem ser os mais diversos e vários aspectos podem estar comprometidos, o trabalho inicial do psicólogo está em excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes ao transtorno de ansiedade generalizada. O mais importante é o relato detalhado de informações do paciente.
Como se trata? - O psicólogo comportamental utiliza técnicas psicoterápicas.. A maioria das pessoas experimenta uma acentuada redução da ansiedade quando lhes é oferecida a oportunidade de discutir suas dificuldades com um profissional experiente. Adaptado/alterado/conjugado ao texto da ABC da Saúde e Prevenção Ltda.
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MEDO DE DIRIGIR?
O medo de dirigir é observado, principalmente, em mulheres com idades que variam de 30 a 45 anos. Não se descarta, entretanto, a possibilidade de que homens e mulheres de outras idades apresentem o medo de dirigir.
Esse medo de dirigir é experiência como uma sensação subjetiva de desconforto quando se está ao volante do veículo, que pode ser acompanhada de aceleração dos batimentos cardíacos, transpiração excessiva, tremores nos braços e pernas e pensamentos ruins como a possibilidade de bater o carro, causar acidentes ou ferir alguém.
Após algumas experiências de dirigir com medo e com as alterações fisiológicas acima descritas, a pessoa tende a evitar assumir a direção do carro, o que restringe sua participação em atividades sociais e compromete sua autonomia para ir ao trabalho, fazer compras e realizar diversas atividades rotineiras.
O tratamento do medo de dirigir, que alguns podem chamar de “ansiedade ao dirigir” ou até mesmo “fobia”, é realizado por meio de psicoterapia - Dessensibilização sistemática, por meio de técnicas como reformulação de conceitos errôneos sobre o ato de dirigir, relaxamento, dessensibilização sistemática dentre outras, o psicólogo procura preparar a(o) cliente para (re)assumir o veículo sem que haja níveis disfuncionais de medo/ansiedade;
Avaliação das Habilidades Específicas: um pedagogo, que também é instrutor de trânsito credenciado pelo Detran-DF, faz uma avaliação para identificar o déficit de habilidades e competências necessárias ao trânsito e apresenta relatório com plano de intervenção (aulas).
Aprendizagem e Reaprendizagem: o pedagogo conduz aulas de direção para que a(o) cliente (re)aprenda as habilidades e competências necessárias à manutenção de um estado corporal de tranquilidade e segurança ao dirigir seu veículo.
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TRANSTORNO DE PÂNICO
O que é? O Transtorno de Pânico se caracteriza pela ocorrência espontânea de ataquesde pânico. Os ataques de pânico duram quase sempre menos de uma hora com intensa ansiedade ou medo, junto com sintomas como palpitações, respiração ofegante e até mesmo medo de morrer. A pessoa pode ter múltiplos ataques durante um único dia até, apenas, alguns ataques durante um ano. Estes ataques podem ocorrer acompanhados por agorafobia, que é o medo de estar sozinho em locais públicos, especialmente, locaisde onde uma rápida saída seria difícil em caso de ocorrer um ataque de pânico. O que se sente? O primeiro ataque de pânico muitas vezes é completamente espontâneo,embora os ataques de pânico, em geral, ocorram após excitação, esforço físico,atividade sexual ou trauma emocional. O ataque freqüentemente começa com um período de 10 minutos de sintomas que aumentam rapidamente. Pode se sentir extremomedo e uma sensação de morte e catástrofe iminente. As pessoas, em geral, sãoincapazes de indicar a fonte de seus medos. Pode haver dificuldade de concentração, confusão, aceleração do coração, palpitações, falta de ar, dificuldade para falar e um enorme medo de morrer. O ataque dura de 20 a 30 minutos, raramente mais de uma hora.
Como se faz o diagnóstico? O médico diagnostica o transtorno de pânico através do relato contado pelo paciente, procurando diferenciar de outras doenças físicas ou psicológicas. Muitas vezes a pessoa procura ajuda quando nota que não está maisconseguindo sair sozinha de casa por medo que ocorra um ataque de pânico.
Como se trata? A pessoa deve procurar um médico que provavelmente irá associar um modelo de psicoterapia com uma medicação. Os sintomas melhoram dramaticamentenas primeiras semanas de tratamento. Atualmente os medicamentos mais empregadossão os antidepressivos.
SÍNDROME DO PÂNICO - Costuma se inicia depois dos 20 anos de idade. Normalmente são pessoas extremamente produtivas, costumam assumir grandes responsabilidades e afazeres, são perfeccionistas e muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos.Os portadores de Pânico possuem excessiva necessidade de estar no controle das situações. São pessoas competentes e confiáveis. Psicologicamente, costumam reprimir alguns ou todos sentimentos negativos, sendo os mais comuns o orgulho, a irritação e, principalmente, seus conflitos íntimos. São pessoas que julgam-se perfeitamente controladas, subestimam aqueles que sofrem de problemas físicos. O início do ataque de pânico é súbito. É um sentimento de perigo e catástrofe iminente e um anseio por escapar. Os sintomas mais comuns são: sensação de falta de ar, taquicardia, sudorese, tremores generalizados, dor no peito, medo de perder o controle, medo de morrer, formigamento, etc...
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