Psi - Psicologia em Fortaleza
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Terapia Comportamental

O que é a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental?

1.      A Terapia Cognitivo-Comportamental: modelo de resposta emocional - A Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma forma de psicoterapia que se baseia no pressuposto de que os problemas emocionais e comportamentais do individuo surgem na sequência de uma percepção distorcida ou disfuncional dos acontecimentos diários, influenciando assim o afeto e o comportamento humano. É aqui de salientar, que esta terapia não diz às pessoas como elas devem pensar sentir ou agir numa situação problemática. Antes, ajuda o individuo a aceitar de uma forma mais saudável e calma um determinado problema pessoal. Desta forma, não só o individuo se sente melhor, como mais facilmente consegue utilizar os seus recursos, energia, inteligência e conhecimentos para resolver o problema.

2.      A boa relação terapêutica é importante, mas não o foco - Para ajudar o seu cliente, o terapeuta procura entender como é que perante um problema o individuo se: comportam (o que a pessoa faz e como o faz), as suas cognições (o que a pessoa pensa e sente) e as condições ambientais (como se estrutura e organiza o ambiente no qual a pessoa vive). Á medida que se vai compreendendo como é que estes três fatores interagem entre si, o terapeuta elabora um plano de intervenção para modificar ou corrigir a distorção ou disfuncionalidade que provocam sofrimento ao individuo.

3.      Esforço colaborativo entre terapeuta e cliente - Para conseguirem chegar a um perfeito entendimento do individuo o terapeuta geralmente faz perguntas (método socrático). O terapeuta também incentiva os indivíduos a se questionarem a si mesmos, como: “como é que eu sei que as pessoas se estavam a rir de mim?” “Elas podiam estar a rir-se de outra coisa qualquer que não eu”.

4.      Terapia estruturada e diretiva - Os terapeutas cognitivo-comportamentais têm uma agenda própria para cada sessão. Em cada uma determinados conceitos acerca da problemática são ensinados e debatidos. Não esquecer que esta terapia se centra nos objetivos dos pacientes. Nós não dizemos aos indivíduos quais é que são os seus objetivos o que “deve” ser ou o que “deve” tolerar. Somos diretivos no sentido em que mostramos aos indivíduos a forma de pensar e agir de forma a atingirem aquilo que pretendem. Resumindo, os terapeutas cognitivo-comportamentais não dizem aos indivíduos o que fazer, em vez disso ele ensina como fazer.


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5.      Terapia baseada num modelo educacional - Esta terapia baseia-se na suposição científica que a maioria das reações emocionais e comportamentais é aprendida. Portanto o objetivo da terapia é ajudar as pessoas a desaprender as suas reações indesejadas. A ênfase educacional desta terapia tem um benefício adicional – que leva a resultados em longo prazo.

 6. O Método indutivo - O método indutivo encoraja-nos a olhar para os nossos pensamentos como hipóteses ou suposições que podem ser questionados e testados. Se descobrirmos que nossas hipóteses estão incorretas (porque temos novas informações), então pode mudar o nosso pensamento para estar em sintonia com a situação como realmente é.

7. Trabalho-de-casa: uma característica central - A realização e concretização de objetivos poderiam levar muito tempo se o individuo pensasse sobre as técnicas e temas que aprende durante apenas uma hora, duração de uma sessão de terapia. É por isso que os terapeutas cognitivo-comportamentais atribuem tarefas de leitura e encorajam os indivíduos a praticar em casa as técnicas aprendidas.

A Terapia cognitivo-comportamental é uma terapia de resposta breve, focada no problema, e se manifesta bastante eficaz num leque diverso de problemas, quer em adultos, quer em crianças. Por Dra. Carolina Mesquita


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Outra forma...

A Terapia Comportamental, atualmente conhecida como Terapia Analítico-Comportamental, está baseada nos princípios da aprendizagem de novos comportamentos e na filosofia Behaviorista Radical, que considera o ambiente o principal fator responsável pela aquisição, manutenção e modificação do comportamento humano.

Esta linha terapêutica está comprometida com instrumentos terapêuticos que podem produzir mudanças no comportamento humano para tornar a vida do indivíduo mais funcional e adequada aos seus contextos e relações pessoais.

O processo da Terapia Comportamental tem características, objetivos e funcionamento peculiares que a distingue das terapias psicodinâmicas. É uma terapia focada na análise de comportamentos e problemas atuais.

A proposta terapêutica consiste em uma investigação e análise dos problemas apresentados pelo paciente, para uma definição de um programa de intervenção individualizado, com o objetivo de auxiliá-lo a desenvolver a auto-observação de seus comportamentos, dos comportamentos das pessoas que se relacionam com ele e dos efeitos destes comportamentos, assim como adquirir autoconhecimento e praticar novos comportamentos para a resolução de seus problemas e para uma melhor qualidade de vida e satisfação pessoal.

A evolução da Terapia Comportamental pode ser subdividida em cinco etapas: (1) avaliação clínica das dificuldades e comportamentos problemas, (2) formulação e discussão das causas dos problemas apresentados na avaliação clínica, (3) intervenção terapêutica, composta de análises, exercícios, exposições e treinamentos de novos comportamentos, (4) acompanhamento dos resultados das intervenções feitas, (5) alta da terapia.

A efetividade da Terapia Comportamental é representada pela emissão, estabilidade e satisfação dos novos comportamentos aprendidos, no decorrer do processo terapêutico, justificando, portanto, a saída da terapia. Neste momento, é possível visualizar uma nova dinâmica de vida.

A indicação à Terapia Comportamental é feita para o tratamento de qualquer transtorno afetivo-emocional e comportamental que gere efeitos negativos nos diversos contextos da vida.


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É também recomendada para o tratamento dos

Transtornos da ansiedade

(transtorno do pânico,

Agorafobia,

Transtorno da ansiedade generalizada,

Fobia social,

Fobias específicas,

Transtorno do estresse pós-traumático e

Transtorno obsessivo-compulsivo);

Transtornos afetivos (depressão, distimia e transtorno bipolar);

Transtornos alimentares (anorexia, bulimia, obesidade e compulsão alimentar periódica);

Disfunções sexuais (anorgasmia, ejaculação precoce, disfunção erétil e outras);

Retardo mental;

Autismo;

Transtornos dissociativos (esquizofrenia);

Transtornos da personalidade;

Dificuldades interpessoais (timidez, assertividade e habilidades sociais);

Problemas relacionados ao desenvolvimento e ao envelhecimento,

Relações afetivas entre casais e família,

Reabilitação da saúde física e neuropsicológica,

Morte e perdas,

entre outros problemas da vida humana.

 

O terapeuta comportamental convida o cliente a ser ativo no processo terapêutico e sua participação e empenho são elementos fundamentais para a vivência e sucesso desta terapia


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outra forma...

Você sabe o que é Terapia Comportamental? -     É uma abordagem aos problemas psicológicos baseada na filosofia de ciência conhecida como Behaviorismo Radical e na ciência do comportamento, Análise Experimental do Comportamento. A proposta do Behaviorismo Radical defende que o comportamento dos organismos é ordenado, passível de ser estudado cientificamente na mesma forma das ciências naturais. Esta proposta influencia e orienta o trabalho do terapeuta comportamental, que sempre busca descobrir, com seu cliente, os eventos no meio-ambiente que determinam os seus comportamentos-problema e o que os mantém. Assim, um transtorno como a depressão passa a ser entendido como um conjunto de comportamentos, tais como, alterações no sono e apetite, desesperança, choro excessivo, ideação suicida e outros. Tais comportamentos são analisados à luz de episódios históricos que os determinaram e situações presentes que os mantém. Para o terapeuta comportamental, pensamentos e sentimentos são considerados comportamentos, diferentes apenas pela forma como se pode ter acesso a eles, pois este se dá através do relato verbal daquele que pensa e sente. Sendo assim, pensamentos e sentimentos, também, são levados em consideração, analisados e passíveis das intervenções do terapeuta.

    O terapeuta comportamental entende que o cliente é único e seus problemas ou dificuldades é produto de uma história particular. Isso humaniza o processo de terapia, pois se busca entender cada cliente e cada história, antes de propor qualquer intervenção. O principal instrumento do terapeuta comportamental é a análise funcional, ou o levantamento criterioso das variáveis (eventos, acontecimentos) que estejam funcionalmente relacionados aos comportamentos desejáveis e indesejáveis do cliente. Tendo este entendimento, que nem sempre é fácil, é possível propor uma estratégia eficaz no alcance do bem-estar e da melhora. “Combate-se” os comportamentos-problema, ao mesmo tempo em que se busca instalar e aumentar a frequência de comportamentos adequados ao contexto, desejáveis, funcionais e geradores de satisfação e felicidade. A terapia comportamental tem um conjunto considerável de técnicas derivadas de pesquisas, em laboratório ou no próprio consultório.

    É a soma de pesquisa científica, rigor no levantamento de informações no momento inicial do processo e a utilização de técnicas e intervenções consolidadas que faz com que as pessoas tenham se beneficiado, de forma considerável, quando buscam a Terapia Comportamental.

    Terapia Comportamental - Pode ser entendida como um processo de aprendizagem, que tem por objetivo auxiliar as pessoas na resolução de problemas e dificuldades da vida. Ela é um espaço para ampliar a auto-observação, trazendo à consciência uma parcela maior daquilo que fazemos e, principalmente, das razões que nos levam a fazer o que fazemos.

A Terapia Comportamental fundamenta-se na ideia de que, ao promovermos nosso autoconhecimento, é possível aumentar nossa capacidade para agirmos no mundo da maneira que queremos. Desta forma, podemos melhorar nossos pensamentos e sentimentos, em relação ao mundo e a nós mesmos.

    É importante lembrar que, embora algumas das causas dos nossos problemas possam estar na nossa infância, é a compreensão das situações pelas quais passamos ou que vivenciamos no cotidiano de nossos relacionamentos que pode fornecer a chave para as mudanças que desejamos ou que necessitamos.

    Espera-se encontrar na Terapia Comportamental uma ajuda fundamentada em conhecimentos aprofundados acerca do comportamento humano, que ultrapassem o senso comum. Nesse sentido, vale a pena também lembrar que a Terapia Comportamental se apoia em um campo da Psicologia denominado Análise do Comportamento, que estuda o comportamento humano de uma maneira diferente daquela que se encontra na maioria dos livros de autoajuda ou em práticas místicas (como, por exemplo, Astrologia, Tarô, Florais de Bach, Reiki, Terapia de Vidas Passadas-TVP etc). Ao invés de seguir crenças, dogmas e o senso comum, a Análise do Comportamento faz pesquisas criteriosas com base no método científico e conta com pesquisadores academicamente conceituados em diversas Universidades ao redor do mundo inteiro.


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O que faz um Terapeuta Comportamental? -     O terapeuta comportamental não é um conselheiro e também não é alguém que apenas ouve e interpreta aquilo que lhe contam: ele busca, junto com aquele que procura a ajuda psicoterapêutica, encontrar estratégias alternativas de ação, visando produzir mudanças efetivas em sua vida.

    Buscando uma definição clara dos objetivos da psicoterapia para cada pessoa, cabe ao terapeuta comportamental abrir um leque de opções de conduta, auxiliando na análise das consequências positivas e negativas de cada uma e, então, aceitar e colaborar na decisão que a pessoa toma.

Quando procurar a ajuda da Terapia Comportamental? - Muitas pessoas procuram a Terapia Comportamental em função daquilo que estão sentindo, diante de problemas específicos (por exemplo, transtornos de ansiedade, depressão, stress, problemas psicossomáticos e sexuais) ou diante de problemas difusos (que elas não sabem especificar). Mas não há mal nenhum em pensar a Terapia Comportamental também como uma importante fonte de auxílio, sempre que não nos percebemos capazes de lidar sozinhos com questões impostas pelas diferentes situações da nossa vida.

    “Como as pessoas se sentem são frequentemente tão importante quanto o que elas fazem” - Esta frase, de um importante psicólogo do século XX (B. F. Skinner, 1904-1990), resume muito do que está por trás da psicoterapia: a relação entre nossos sentimentos e nossas ações. Da mesma forma que já se comprovou haver relação entre a saúde física e o bem-estar psicológico, já sabemos que não faz sentido nos preocuparmos com uma única dimensão do ser humano. Somente com uma visão integrada de tudo aquilo que faz com que sejamos o que somos é que poderemos encontrar o caminho para uma vida mais saudável e mais feliz.


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