PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL -
Deus, Saúde e Paz

HOME - Psicologia
01

MENSAGENS
02

ENTRE EM CONTATO
03

Blog
04
PROBLEMAS SEXUAIS

PROBLEMAS SEXUAIS - Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde sexual é um direito e uma parte importante para o bem estar de cada pessoa. Falta de prazer, ejaculação precoce ou aquela que demora anos, falta de ereção ou vaginismo, são os males sexuais mais freqüentes. Procurar um terapeuta sexual te ajudará a descobrir a origem destes problemas e aplicar uma solução. O profissional também pode lhe indicar um exame com o ginecologista caso a disfunção seja orgânica. As terapias sexuais, principalmente as realizadas com o casal, são muito eficazes. O terapeuta sexual fica encarregado da cura das disfunções cuja causa não é física. Convenhamos, muitas vezes, estes são os piores problemas. Eles ficam quase que camuflados, pois, quando de origem psicológica, é muito mais difícil nos darmos conta de que aquilo é realmente uma doença. Às vezes, nem achamos que aquele probleminha incomoda tanto... A ajuda do terapeuta sexual é importante, pois, para problemas sexuais de ordem psicológica, há poucos medicamentos que podem ajudar. Em alguns casos, o terapeuta pode prescrever certos antidepressivos. Uma depressão nervosa ou certos problemas hormonais também pode estar no centro da origem das disfunções sexuais e, neste caso, o papel do terapeuta é chegar ao ponto exato do que "estraga" seus momentos de prazer.

Qual é a hora certa para procurar um terapeuta sexual? - Vergonha. Pudor. Reconhecer que realmente existem problemas na sua vida sexual. Difícil, não? Se aceitar que os obstáculos são reais já é complicado, imagine pedir ajuda...  Há alguns anos, ir ao psicólogo era visto com maus olhos. "Eu não estou doente, então para que ir?", argumentavam algumas pessoas. Este mesmo estigma assola, hoje, a visita à um terapeuta sexual. Ir com o namorado ou marido então parece cena de ficção científica. Reveja seus conceitos. Os problemas sexuais têm solução se forem tratados com um especialista adequado. Para você ter uma idéia, para os homens, o caso da disfunção erétil tem uma chance de cura de 100%. Portanto, livre-se dos preconceitos e assuma o que é melhor para você.

Procurar ajuda sozinho ou com o parceiro? - Um terapeuta sexual pode ser especialista em psicoterapia, terapia de casal, psicanálise, comportamento e, alguns, dominam técnicas de hipnose e relaxamento. Cada profissional utiliza um método de tratamento em função de sua formação acadêmica ou convicção pessoal. Estas terapias auxiliam o paciente como um todo. Elas partem do foco sexual, mas isto se reflete em outras áreas da vida. Se você tem algum tipo de problema sexual, contar à amigos ou ao parceiro auxilia bastante, mas as chances de cura são limitadas. Calar-se? Nunca! Esta é a pior opção. Desta forma, nunca irá existir um limite para o problema. Muito pelo contrário, ele só terá mais chances de crescer e atrapalhar outras coisas da sua vida, não só o sexo. Procurar um especialista aumenta as suas chances de ter uma vida sexual feliz. Tente carregar seu parceiro para o consultório também. Talvez não seja tão fácil, mas vale a pena tentar. Se nem pedir informação na rua os homens gostam, imagine recorrer à um terapeuta sexual... Mas, não desista. Converse e explique para ele que um "psicólogo do sexo" é um médico como outro qualquer; um profissional apto a resolver estes problemas. E, com a chegada dos resultados (leia-se prazer) depois das consultas, é quase certo que seu parceiro não se arrependerá de ter aceito sua sugestão...  

Dicas para facilitar a busca de um terapeuta sexual - Como convencer meu parceiro a ir num terapeuta comigo? - Tenha uma conversa franca e aberta; esta é a melhor solução. Os resultados serão benéficos para ambos.

O que vou dizer quando chegar ao consultório? - Não se preocupe. Quem vai conduzir a consulta é o especialista. O profissional está ali para te receber e, vendo que você não está muito a vontade, fará de tudo para ajudar.

Como faço para vencer este bloqueio que me impede de pedir ajuda? - É só você pensar que grande parte dos problemas sexuais tem cura.

Para que procurar um terapeuta sexual? - 1. Quase todos os problemas sexuais são solucionados; 2. Você resolve o problema, muitas vezes, de uma forma rápida; - 3. Quanto mais cedo procurar um profissional, menos tempo você convive com o problema.

PROBLEMAS SEXUAIS - Nunca tantos tomaram tantas pílulas, das mais diferentes formas, para estimular o prazer, o sexo em sua forma mais intensa. Nunca os laboratórios venderam tanto como ultimamente. Até que ponto esses remédios melhoram a qualidade de vida da população? Acontece que o povo quer um resultado mágico a cada momento.

A causa de problemas sexuais são diversas: por problemas físicos (orgânicos) e/ou emocionais (psíquicos). Na verdade, não seria errado dizer que as causas se somam. E saber a natureza do problema é muito importante, pois só assim podemos decidir que tipo ou linha de tratamento devemos indicar. É bom lembrar que o uso dos remédios sem o acompanhamento médico pode prejudicar a saúde de quem está justamente procurando ajuda. Procure um psiquiatra especializado em sexualidade humana e divida essa responsabilidade com quem mais entende a respeito de seu problema. Não se exponha a procedimentos invasivos sem ouvir uma segunda opinião! A cirurgia nos problemas sexuais é uma das últimas alternativas de tratamento, não sendo eficaz para a maioria das disfunções sexuais.

Quais são as linhas de tratamento? - Tratamento Medicamentoso - Não é uma panacéia milagrosa, mas, se usado com indicação médica, seriedade e esclarecimento de seus possíveis efeitos indesejáveis, pode trazer muitos benefícios e até mesmo a cura. Pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com uma das técnicas de psicoterapia, trazendo bem melhores resultados desta forma. Alguns medicamentos que podem ser utilizados são os chamados antidepressivos, as prostaglandinas, a fentolamina, a papaverina, o sildenafil (Viagra) e alguns hormônios (em casos orgânicos), entre outros. Cada medicação deve ser escolhida de acordo com o perfil do paciente e de suas condições gerais de saúde.

Tratamento Psicoterápico - Nem todo o transtorno sexual responde bem à medicação. Não é raro se tentar o uso de um remédio e ele não funcionar no primeiro momento, trazendo uma série de efeitos indesejáveis e até uma piora no estado do paciente. Não é fácil para ninguém dividir a intimidade de sua vida sexual, ainda mais quando se tem vergonha e constrangimento devido a pouca abertura na educação e na tradição, tanto familiar, quanto social.

A psicoterapia é um método de tratamento muito efetivo, trazendo ótimos resultados. Pode ser feita com o casal ou individual. Uma vez iniciada, ocorre um preparo da pessoa para que ela entenda o que está acontecendo na sua vida sexual, dando-se conta das reações de seu corpo frente a situações negativas sexualmente falando.

Existem várias formas de psicoterapia, mas as mais indicadas para os transtornos sexuais são a Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, a de Orientação Analítica. Busca-se o clareamento de conflitos internos e de preocupações íntimas e profundas que inibem a vida sexual. A técnica Cognitivo-Comportamental emprega técnica Focal e de Orientação Analítica, oferece interpretações e confrontos ao paciente para que ele se dê conta de suas repressões, com o intuito de mudanças.  Na medida em que a psicoterapia se desenvolve, surge maior confiança entre o psicólogo sexual e o paciente. A confiança no psicólogo é fundamental.

Tratamento Cirúrgico - Essa é a última opção de tratamento para os transtornos sexuais. Geralmente é indicado quando há confirmação de algum problema físico ou quando todas as outras formas de terapia falharam. Em diabéticos crônicos, por exemplo, a prótese peniana tem sido uma forma de recuperar a função sexual e a auto-estima. Mas a exposição a esse tipo de tratamento tão invasivo deve ser obrigatoriamente acompanhada por uma equipe, principalmente por um terapeuta sexual, garantindo a diminuição dos índices de fracasso terapêutico. Hipnoterapia, Ortomolecular, Neurolinguística, Terapia de Vidas Passadas: Carecem de comprovação cientificamente aceita para o tratamento dos transtornos sexuais.

DICAS BÁSICAS PARA UMA VIDA SEXUAL SAUDÁVEL: 1. Sexo não se nasce sabendo, aprenda com seu corpo! - Uma das maiores causas de problemas sexuais está na desinformação e na falta de conhecimento do próprio corpo. Se não sei como reajo ao estímulo sexual, quais partes de mim são mais sensíveis ao toque, como poderei tirar maior prazer de mim mesmo e de um parceiro? Busque orientação especializada! Em algum momento, na sua intimidade, vasculhe seu corpo, observe-se no espelho, compare os pontos de seu corpo que mais lhe provocam sensações prazerosas. Para ensinar um parceiro a lhe dar satisfação, é necessário que você o ensine. Não há vergonha alguma em aprender. Geralmente o processo de descoberta e de aprendizado por si só já é bastante afrodisíaco. 2. Não focalize sua atenção no orgasmo e sim, nas sensações! - Se você inicia um envolvimento sexual ansiando logo pelo prazer final, há uma grande probabilidade de haver, cedo ou tarde, alguma forma de frustração, sua e/ou de seu parceiro. A rotina impera! O objetivo passa a ser o fim, e não o meio. No sexo, as coisas não funcionam assim. O orgasmo é o coroamento de um relacionamento sexual, muito desejado, necessário, mas não indispensável em todos os momentos. Por vezes, experimente gratificar seu parceiro, dar-lhe boas sensações, prorrogar ao máximo o clímax dele. Deixe passar essa vez, adie para o próximo encontro. É, sem dúvida, um tempero importante para resgatar o desejo em um casal. 3. O risco como afrodisíaco: limites para a saúde sexual - Buscar sexo em situações proibidas e de risco é uma via de duas mãos. Sabemos que o medo de leve intensidade pode estimular o desejo sexual. No entanto, qual é o limite de exposição a um risco, e em que circunstâncias devemos interromper a atividade sexual para não sofrermos danos? Você não Sabe a Resposta! - A Fantasia é um substituto eficaz e seguro para a pessoa que precisa de riscos e proibições para se estimular sexualmente. Fantasie junto com seu parceiro, crie histórias, não há limites para os sonhos. Mas envolva-se sexualmente com segurança. O uso de “camisinha” e de algum outro método contraceptivo é de vital importância para a prevenção a danos. Não produza preocupações desnecessárias (já bastam as que vêm espontaneamente). A tensão desvia o prazer.

Masturbação  - A masturbação é um comportamento absolutamente normal e pode estar presente em qualquer idade. As fantasias vinculadas a ela e o ato em si são fontes de culpa universais. É muito importante que os pais possam permitir esse comportamento em seus filhos, oferecendo a privacidade necessária a eles, evitando que suas próprias vergonhas e repressões afetem o início da vida sexual de suas crianças. Evite propagação de mitos como os que dizem que quem se masturba fica louco, epiléptico, esquizofrênico e com um anormal crescimento de pêlos nas mãos. É necessário enfatizar que a masturbação é um ensaio essencial para a realização sexual de um adulto. Deve-se sempre respeitar a crença religiosa das pessoas, mas também saber que a masturbação já foi considerada pecado religioso no que tange ao desperdício de sêmen (esperma). Na religião, o ato sexual deveria sempre visar a reprodução, a geração de mais filhos.

O SEXO É SUJO? - Não há sujeira alguma nas secreções vaginais. Normalmente, o muco presente na vagina é responsável pela lubrificação para a atividade sexual não ser dolorosa (devido ao atrito do pênis) e pela manutenção da flora vaginal saudável. Ele é produzido de forma similar à saliva da boca. Somente em condições de infecções (vulvovaginites) podemos observar mal cheiro, sintomas de ardência e coceira na região. Para o sêmen a situação é a mesma. Este é composto por secreções que ajudam a lubrificação e o deslocamento dos espermatozóides. Em condições normais, não há infecções (germens). Pelo fato de o sistema urológico (sistema para eliminar a urina) estar próximo anatomicamente ao sistema genital, há uma certa confusão. Na mulher, existe um orifício por onde sai a urina que se chama orifício uretral. A urina não sai pela vagina. São dois orifícios diferentes. No homem, tanto a urina quanto o esperma saem pelo mesmo orifício uretral localizado na cabeça do pênis. A urina, em boas condições de saúde, não apresenta infecções e mau cheiro.

SEXO É DESGASTANTE? - Algumas pessoas acreditam que quanto mais se faz sexo, menos sexo vai sobrar para as relações futuras. Mas o sexo não gasta não! O que ocorre é que há uma variação na freqüência sexual de acordo com a idade da pessoa. O hormônio responsável pelo desejo sexual é a testosterona. Essa substância diminui um pouco em sua produção com o passar dos anos, além de o próprio corpo ficar mais fatigado com a idade. Então não deve existir preocupação com o numero de ejaculações ou orgasmos na juventude. Isso não vai privá-lo de sexo após os 40, com certeza.

O HOMEM SEMPRE DEVE ESTAR APTO E PRONTO PARA O SEXO? - Existe uma cobrança e uma exigência social que impõe ao homem uma postura de urgência ao sexo. Ele sempre deve "estar a fim" (no sentido de obrigação mesmo). Não será uma carga muito grande sobre os ombros dele? A verdade é que isso também é um mito. O homem nem sempre está disponível para o sexo. Existe uma tendência conforme a idade e as características individuais de cada um. Normalmente o jovem tem maior disposição ao sexo. Tem mais apoio social para procurar alívio sexual que a jovem mulher. Na puberdade, apresenta maior freqüência de atividade sexual e de masturbação quando comparado á mulher de mesma idade. Tem o período refratário curto (vide Ciclo da Resposta Sexual Humana) e ansiedade constante em ejacular. No homem mais velho, o período refratário aumenta, tal como a saciedade (satisfação sexual plena após atividade sexual). Cedo pela manhã, devido a um específico estágio do sono, há maior tendência de se ter ereções (as chamadas "ereções do mijo"). Mas ao longo do dia, a vontade sexo pode variar e até pode ser absolutamente normal um homem não apresentar desejo sexual algum. Só surge problema quando ele encuca.

DESEJO SEXUAL FEMININO HIPOATIVO – REDUZIDO - "Sinto-me cobrada na cama. Finjo prazer ou me queixo de dor de cabeça." - Disfunção do desejo sexual feminino - Cada vez mais as mulheres procuram ajuda quando sentem-se desmotivadas sexualmente. Buscam apoio em amigas, profissionais da área de saúde, como psiquiatras, psicólogos ou mesmo ginecologistas. Raramente abrem-se com seus parceiros por se sentirem ameaçadas na estabilidade de seus relacionamentos. Muitas vezes, adotam a velha postura de "luta ou fuga". Ou seja, ou combatem o seu problema insistindo na relação sexual, mesmo não prazerosa, fingindo deleite e orgasmo, (o que deixa o parceiro de fora da realidade e excluído como apoio), ou fogem do contato sexual como o "diabo foge da cruz", queixando-se de dores de cabeça, cansaço e irritação, (evitando o apoio do parceiro, que geralmente sente-se rejeitado). Muitas vezes o problema é deslocado para o companheiro, encarado como o "inimigo", responsável pela perda do desejo. A depressão é uma conseqüência freqüente e o desajuste conjugal é o passo seguinte.

Mas o que é isso? - Chamamos de Desejo Sexual Hipoativo (DSH) a esse transtorno sexual que acomete, em média, 35% da população brasileira. Caracteriza-se por uma diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas e de desejo de ter atividade sexual. Há dificuldades no envolvimento com o parceiro, pois este queixa-se de falta de intimidade ou reciprocidade.

E diminui por quê? - Vários fatores podem determinar o DSH. Dentre os fatores orgânicos, devemos dar atenção a desequilíbrios hormonais. O aumento de prolactina, a diminuição de testosterona ou de estrogênio, podem causar uma baixa importante da motivação sexual. Várias medicações já estão disponíveis para lidar com esses problemas, como os hormônios de reposição ou drogas que restituem o equilíbrio hormonal. Quando há infecções na vagina ou nódulos, a melhora destes quadros, com tratamento apropriado (antibióticos, analgésicos, lubrificantes, tratamento cirúrgico), restaura o desejo sexual.

Outro grande fator de diminuição do desejo é a depressão. Quadros de intensa tristeza e sentimentos de menosvalia acabam com o apetite sexual. O tratamento desses transtornos com antidepressivos pode restaurar o prévio desejo sexual. Infelizmente, grande parte dessas medicações pode provocar efeitos colaterais sexuais a curto e a longo prazo, como diminuição do desejo, impotência, retardo da ejaculação e anorgasmia. Por essa razão, o tratamento de depressão deve ser ministrado e acompanhado pelo psiquiatra. Existem algumas medicações que podem ser prescritas como "antídotos" para esses efeitos colaterais sexuais. Dessa forma, a pessoa pode se beneficiar do tratamento para depressão, sem prejudicar sua vida sexual.

Os fatores sociais e psicológicos têm muito peso no Desejo Sexual Hipoativo. A forma de criação das mulheres nos países ocidentais, com muita repressão e influências culturais negativas no que tange à sexualidade, trouxe profundas conseqüências para a vida sentimental e sexual feminina. A mulher não é tão estimulada a se ver, a se tocar e a se conhecer sexualmente quando comparada ao homem. Educava-se para não permitir que a sexualidade feminina viesse à tona. Após a revolução sexual dos anos 60, houve uma tentativa de inversão desses valores. No entanto, busca-se ainda hoje um meio termo, um equilíbrio para a real identidade feminina.

É comum o conflito entre ser uma mulher maternal e também sexual, como se fossem funções incompatíveis. As queixas de baixa libido e depressão não são raras após o parto. O casal pode começar a se desajustar mesmo durante a gravidez. A mulher passa a se ver e a ser vista como um ser idolatrado, puro, destituído de atrativos sexuais. Passa a negar o lado sexual em prol de ser mãe.

Situações traumáticas de abuso sexual, mensagens anti-sexuais durante a infância, culpas, comportamento sedutor por parte dos pais, dificuldade em unir amor com sexo em si mesma (esposa X prostituta), raivas entre o casal e competição temida com o pai ou mãe, entre outras, são fontes de baixa libido nas mulheres.

Possíveis soluções - O DSH é uma das disfunções mais difíceis de tratar, pois geralmente acomete o indivíduo por longos anos, dado que as pessoas resistem muito em procurar ajuda. É freqüentemente originado por fatores psicossociais, sendo os raros casos de organicidade encaminhados para especialistas.

Grande parte das mulheres pode beneficiar-se de reeducação sexual, visando a informação e a permissão sexual. Ou seja, muitas mulheres não aprenderam a se aceitar sexualmente e a se conhecer, devendo passar por um processo de reeducação sexual a nível de consultório. É o que chamamos de terapia cognitivo-comportamental.

Outras apresentam problemas mais profundos de auto-estima, de culpas e de repressões. Para esses casos, a psicoterapia comportamental  pode ajudar significativamente. Não deixe de procurar ajuda. Busque uma alternativa para sua saúde sexual!

BAIXO DESEJO SEXUAL - Várias conjecturas já foram feitas para tentar explicar o baixo desejo sexual. Algumas delas, na esfera social, levantam discussões sobre a superpopulação mundial, em que a forma da natureza diminuir e controlar a natalidade (número de nascimentos) seria suprimir o interesse sexual. Conjecturas do ponto de vista orgânico procuram responsabilizar o balanço alterado de algumas substâncias cerebrais pela diminuição da motivação sexual, ou mesmo, culpar algum defeito físico ou alguma doença pelo desinteresse. Já a perspectiva psíquica aborda traumas e inibições sofridas, muitas vezes, em tenra idade. A questão é que hoje, na atual forma da medicina ver os transtornos e as doenças em geral, o que determina os nossos males é uma rede intrincada de fatores. Na grande maioria das vezes, estes fatores agem conjuntamente, reforçando-se mutuamente. Dessa forma, ao se falar em Transtornos do Desejo Sexual, estamos discutindo uma série de causas diferentes, mas com uma forma de apresentação clínica que pode variar apenas entre dois quadros distintos: O Desejo Sexual Hipoativo e a Aversão Sexual.

Aversão sexual - A aversão sexual ou evitação fóbica nada mais é do que o sofrimento causado pela premente necessidade de evitação de oportunidades e de encontros sexuais com parceiros, devido a sensações de desagrado, de medo, de "nojo", de repulsa e de perigo iminente. Por vezes, a razão da repulsa são as secreções genitais; em outros casos, o simples pensar em sexo, o toque ou o beijo já é evitado com angústia. Também podem aparecer sinais de pânico, como náuseas, suor excessivo e falta de ar quando a pessoa tenta enfrentar esse medo, aproximando-se de seu parceiro.

Desejo sexual hipoativo - O desejo sexual hipoativo é a diminuição ou ausência total de fantasias e de desejo de ter atividade sexual. Simplesmente, a pessoa sente que tanto faz ter sexo ou não, pois não faz falta para si. Há um grande sofrimento por sentir essa desmotivação e pelos problemas que causa a um casal.

O que causa o baixo desejo sexual - Sempre devemos observar se há alguma causa orgânica determinando a baixa do desejo ou a aversão, como, por exemplo, os desequilíbrios hormonais, os nódulos, infecções nos genitais ou o uso de algumas medicações que têm, como efeito colateral, a diminuição do apetite sexual.

Algumas doenças psicológicas, como a depressão, podem também suprimir a motivação por sexo.

As causas psicológicas mais profundas são: Abuso sexual, comportamento sedutor dos pais, dificuldade associar amor e sexo na mesma pessoa, sentimentos de culpa, conflitos entre o casal, competição entre o casal, problemas emocionais diversos.

Existe cura para os transtornos do desejo sexual?  Os problemas de desejo são bastante desgastantes, pois acabam afetando toda a motivação de vida de uma pessoa e também de seu cônjuge ou parceiro. Entretanto, existe tratamento. É recomendável procurar um psicólogo especializado em sexualidade humana para fazer uma avaliação. Em primeiro lugar, será necessário examinar se seu problema não é orgânico. Depois, uma revisão será feita para ver se existe alguma medicação que possa ser usada para aliviar os sintomas, visto que, em alguns casos de aversão, por exemplo, certas medicações podem ajudar muito.

Geralmente a forma de psicoterapia a indicada é a Psicoterapia Comportamental que  pode ser tanto individual quanto de casal.

Fonte/Adaptado/alterado/conjugado ao texto da ABC da Saúde e Prevenção Ltda


HOME - PsicologiaMENSAGENSENTRE EM CONTATOBlog
PROBLEMAS CONJUGAIS
Os inimigos do casamento
Ciúme é uma forma de amor?
Treze motivos para você começar a andar já
DEPRESSÃO
Mitos sobre a depressão
Exercícios melhoram a depressão
Depressão afeta mais mulheres do que homens
PROBLEMAS SEXUAIS
Ejaculação precoce
Hormônios x desejo sexual
Sexualidade do homem
Como falar de sexo com os meus filhos
ANSIEDADE
TRANSTORNO DE PÂNICO
Timidez e ansiedade podem ser curadas sem remédio?
PSICOTERAPIA
PROBLEMAS EMOCIONAIS
FOBIAS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Claustrofobia x Agorafobia
RESPIRAÇÃO
Memória fraca?
Em construção
Em construção
Em construção
Em construção